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sábado, 26 de junho de 2010

Lugares que marcam






Pela última vez, olhei-a com atenção. Percorri cada canto, tão cheios de recordações e, ao mesmo tempo, tão carregados de vazio, agora sem a nossa habitual presença.
Lembrei-me de tantos, tantos momentos.

Da nossa primeira aula de geografia, curiosamente naquela sala, que ainda nem nossa era.

De mim naquele escondido lugar lá atrás, com a cabeça encostada à parede e o olhar perdido, tantas vezes.

De mudar para a frente durante História.

Das cusquices com a Geni.


Das conversas com o Nuno.

Das invasões das outras turmas.

Das colunas a cair ao chão.

De me virar para trás e chatear o Marcelo.

Do sono das 8:30.

Dos lanches.

Da eterna árvore de Natal.


Das inúmeras conversas pós-aula.


Dos berros do professor Carlos Ramalho.

Do riso dos meus colegas.

Dos esquemas da professora Eunice.


Das aulas de terça à tarde de Filosofia.


Dos desafios do Juca de quinta à tarde.
Das aulas em geral. Passaram-me pela cabeça imagens de tantas aulas...



Mas, principalmente, senti de novo o ambiente acolhedor da nossa pequena sala, também chamada de arrumos. Escondida no final do corredor, alheia a olhares curiosas, até com sinas de aviso à porta. A sala do povo nos intervalos, mas sempre nossa, tão nossa.
Podia ficar aqui a noite toda a relembrar momentos passados. Porém, há coisas que chegam a quem têm de chegar sem palavras.
Tenho-vos tudo a dar, porque foi isso que partilharam comigo estes três anos.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Mas, sabem que mais?... Além de estar chateada comigo mesma...

Também estou de férias!!

Fuck you, I wont do what you tell me

Killing In The Name, Rage Against The Machine

Sistema nervoso III

Estou chateada comigo mesma. Que detestável estado de espírito este.
O que é que se faz quando alguém se chateia consigo mesmo? Vai bater em si próprio? Já fiz, tudo na mesma. Vai gritar consigo mesmo? Vai dizer o quão estúpido foi e como merecia ir afogar-se num rio?
Ok, já estou a exagerar... mas estou mesmo chateada comigo mesma.

Se não fosse uma da manhã, ia correr pelo meio da rua até ficar sem folêgo, ia parar e chegar à conclusão que tudo isto não passa de mais uma coisa amplificada pelo meu amplificado pessoal. Iria perceber que, no fundo, não foi assim tão mau, que toda a gente tem o direito de errar e que ninguém é perfeito. Se eu pudesse, sinceramente, chegar a essa conclusão, poderia ir dormir em paz e sossego e aperceber-me que estou de férias e com várias mãos cheias de dias para desfrutar por minha conta.

Porém, é tarde, não posso ir correr. O meu sistema nervoso continua em ebulição, a massacrar-me a cabeça com exigências desmedidas.
Não posso ir correr, por isso, limito-me a ver a única coisa que me acalmou no dia de ontem: O.C.

Eu adorava ser uma pessoa calma, a sério...

domingo, 20 de junho de 2010

O Povo é sereno

Confiança, camaradas!
Não se esqueçam das sábias palavras de Pinheiro de Azevedo: "O Povo é sereno!". E nós também.




sexta-feira, 18 de junho de 2010

Fases...

Início do estudo (que é como quem diz 12h)

Depois do almoço

Fim da tarde

Noite
AHHHHHHHHHHHH!!!!
Hoje constatei uma coisa curiosa: pela primeira vez, estou a fazer o contrário do que o professor Zé António me aconselhou. ("Estuda, mas descansa! Ouviste? Descansa!")
Cheira-me que não é boa opção...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Menos um...


Ufa!
Um já foi e, mais importante do que isso, foi muito bem! Escusava de ter ligado o complicador numa escolha múltipla tão fácil, mas pronto... é mesmo à Filipa Redondo.

Agora, o temível exame de História. Só queria metade da calma que tive hoje para segunda-feira, por favor...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Comboios a vapor




Hoje apetecia-me sentar-me num campo perdido do resto do mundo, à beira de uma linha ferroviária, e esperar que passasse um comboio a vapor.
Ia sentir o vento na cara, enquanto este me embalava os caracóis, e desaparecer por instantes no vapor que o movia. Naqueles segundos, seria de ninguém e de nenhuma parte e o abraço do vapor bastar-me-ia para me sentir pessoa.

Porém, já não existem comboios a vapor a circular regularmente. A primeira viagem foi feita a 21 de Fevereiro de 1804 e no final de 1990 somente nas áreas montanhosas o vapor era preferido ao diesel.
Podemos pensar na poluição, na velocidade, no progresso, etc., etc., todavia, hoje não me apetece pensar, apetecia-me sentir o vapor no cabelo e esquecer, por momentos, que a vida é penosamente consciente e com escolhas a cada esquina. Hoje apetecia-me que ainda existissem comboios a vapor nos nossos dias.

(acho que ando a ler Fernando Pessoa a mais...)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Obrigada...

(pólo assinado pelas pessoas com que partilhei a minha vida no CLF. Ainda incompleta)


Hoje descobri a tal felicidade de que me falavam. Mal a senti, agarrei-a com força e não a deixei ir. Sei que vou precisar dela para abafar as saudades.

Andei todo o dia embrenhada no projecto de um vídeo que a Rosarinho está agora a tentar levar a bom rumo, visto que eu estava à beira de um ataque de nervos (que raro...). Quando apanhei o autocarro com o Reis para a Maia, senti uma dor aguda no peito e revi o meu descolorido dia. Tinha mesmo sido assim o último dia de aulas de um ciclo de três anos? Não podia.

Cheguei à minha paragem, passei para o outro lado e regressei. Logo eu, que odeio andar de autocarro. Não resisti, sentia que tinha de voltar hoje, tinha de olhar hoje, tinha de realmente olhar. Tinha de tocar nas paredes e sentir que abraçava todo o colégio, mergulhar no olhar das pessoas com quem partilhei estes três anos e transmitir-lhes um silencioso e sincero obrigada.

Encontrei três princesas na biblioteca (Orquídea, Rosarinho e Geni), participei na reunião de tertúlia delas até descermos para a mesa da Celeste, à espera que tocasse. Juntámo-nos ao Pi e à Sofia e esperámos. O Pi esperava pela Margarida, a Sofia pelo professor Zé António para entregar um trabalho, eu pelo Luís Costa e pela Raquel para eles assinarem o pólo (acima representada). Ainda apanhamos as piadas do professor Pedro (eu juro que se não aparecer no jantar o vou buscar a casa!) e consegui roubar 5 minutos ao professor Carlos Ramalho para, também ele, me assinar o pólo. No final, sai com mais quatro assinaturas e a descoberta de uma escondida. A sério? Eu nunca iria descobrir aquilo sozinha. A sério que escreveu ali? A sério? :)

Não sei explicar como me senti grata por ter dado meia volta e passado mais uma hora no colégio. Percebi que, quando saísse novamente, ia sentir outra vez um aperto no coração, mas agora levava uns bons sorrisos, agora sim, tinha aproveitado as últimas horas.

Obrigada, obrigada, obrigada. Eu podia dizer mil vezes que não chegava. Obrigada, obrigada, obrigada... sem vocês nada faria sentido. Obrigada...

Amanhã, o grande jantar. Pode chover, pode trovejar, os rios da Quinta podem inundar, que será uma noite mágica na mesma. Porque "It's always better when we're together".


Obrigada... x infinitos

Better Together, Jack Johnson

sábado, 5 de junho de 2010


Que bom poder recarregar baterias ao Sol e embalada pelas ondas do mar!
Que bom conseguir acalmar a alma e erguer defesas para os desafios futuros.

A partir de Segunda terei de fazer várias coisas que exigem grande força, apesar de nesta altura ela faltar mais do que costume. Por mais complicado que seja estudar para os exames e alcançar as metas propostas a mim mesma, eu sei que os dias mais complicados serão outros.

Por agora, só penso no mar de Lagos.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A sério? Não podemos voltar aos gregos? Vá lá!! :)

The end, Pearl Jam

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Quero apanhar uma boleia na Passarola e desafiar os céus por momentos...
"Que seria de nós se não sonhássemos"
Saramago

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Gasta as tuas solas

Hoje, dei corda às sapatilhas e despensei o autocarro. Resultado? 40 minutos a pé de S. Mamede à Rotunda do Lavrador (Maia). Há que dar uso às solas.

Primeiro, porque estava ao telemóvel com a Mia e não me apetecia ir a falar no autocarro.
Segundo, porque odeio andar de autocarro, pura e simplesmente.
Terceiro, porque precisava de sentir os pés no chão e ter um tempo só para mim, sem livros nem pressões.
Quarto, porque precisava de pensar na vida.
Quinto, ... porque sim, porque me apeteceu.

Estava tão cansada de manhã que nem energia para ficar feliz pela nota de História tive. Como diria a Geni, "que abuso". Por muito estranho que pareça, o passeio fez-me redescobrir energias, respirar um pouco mais fundo e, principalmente, desfrutar durante parte dele de uma companhia que me tem cada vez mais ajudado a manter-me "à tona".

Obrigada, João Reis :)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Count them


Se contar os dias, verei que não faltam assim tantos. A partir daí, a vida é minha e não existirão mais desculpas.




I can fly, but I need his wings
Desculpa.

terça-feira, 13 de abril de 2010

A minha cadela Twigui faz 14 anos. Tristemente, só consigo pensar que isso já é muito tempo.

Hoje foi um dia (in)tenso, que me fez ainda mais pensar na condição humana. Desde que reli o Um Homem Não Chora que me surge cada vez com mais frequência a imagem de um palco em que todos os nós somos personagens, seguindo guiões que não escrevemos e, tantas vezes, não aceitamos. Presos num jogo que nenhum de nós se lembra de ter inventado, mas que todos jogamos.
Não é idiota? Eu acho.

É preciso manter as aparências, repete a Fernanda ao longo da narração de Um Homem Não Chora. Manter as aparências... aceitar mentiras, esboçar sorrisos falsos, abafar a verdade... tudo pelas aparências. É como viver numa bolha. E se ela rebentar? Não está bem, vão apressar-se a dizer.

Escrito parece um nonsense. Todavia, passa-me constantemente pelo pensamento e faz-me ter como reflexo uma marioneta.

O mundo é dos que sabem jogar, idiota, não dos adolescentes nem dos puros… Entra no jogo do dia-a-dia, palerma. Sempre terás a consolação de pensar que tu, pelo menos, tens consciência de que se trata dum jogo.

sábado, 27 de março de 2010

E, assim sem mais nem menos, chegou o final do segundo período.

"Não quero assustar ninguém, mas já está quase a acabar", disse hoje. Não quero assustar ninguém, contudo continuo a sentir-me eu própria (era agora que entrava o brasileiro daquele vídeo da redundância) imensamente assustada com a forma como os dias nos escorregam pelas mãos e se perdem.



Porém, há alturas em que o tempo parece simplesmente parar...



terça-feira, 23 de março de 2010

Uma questão de escolhas

Porque há uma história simples

... e outras histórias bem mais complexas

Qual delas escolhemos viver?

Consigo claramente ver imagens desvilarem perante os meus olhos ao ouvir estas duas músicas. Consigo ver duas realidades chocarem num duelo, por vezes, agonizante. Sem palavras, Rodrigo Leão.

terça-feira, 9 de março de 2010

Os meus amigos zarolhos

Os meus amigos zarolhos, vítimas dos ataques do bicho peludo cá de casa.
Não tenho andado a escrever com tanta regularidade como normal e, ao voltar, tenho uma fotografia no mínimo bizarra.
É que eu tenho andado sem palavras. Prefiro ouvir, ver, absorver o que me rodeia. Divido o tempo entre aulas, estudar e aproveitar. Tenho muito medo de não aproveitar, porque, como já todos nos apercebemos, o tempo passa a correr. Daqui a nada acaba o 2ºperíodo, já viram?...
Não pretendo ficar a olhar para o consumo dos dias parada, estática. Por isso, não tenho abdicado de nada, não tenho gastado o que tenho em impasses. Carpe Diem, right?
Ao contrario dos meus adorados peluches, os meus outros amigos não andam nada zarolhos. Apercebem-se de (quase) tudo, são fantásticos em tudo. Eu gostava de lhes poder dizer que nunca vou ser zarolha para eles.

("Não se pode ganhar sempre"... mas também não exagerem! Raios partam os Ingleses...)

terça-feira, 2 de março de 2010

domingo, 28 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010


Foi um dia atipico.
Acordei com o pensamento "Amanhã vou para o Caminho!" e "Daqui a nada recebo o teste de História". O último ficou também para amanhã, mas tento não me deixar distrair com isso. Tento, também, não sentir muita falta de quem não parte amanhã connosco. Quero começar este novo Caminho de coração aberto, como sempre, e não apertado como ficou quando me despedi de alguns deles hoje.
De tarde, almoçei com algumas das pessoas mais importantes da minha vida. Gente de outros caminhos. Fizeram-me notar, mais uma vez, do quanto gosto deles.
Eu e a Luisinha tivemos uma saída romântico e fomos ver "A Princesa e o Sapo", conto da Disney que nos ensina que temos de lutar pelo que desejamos, mas sem nos esquecermos do que é realmente importante. Achei oportuno.
Hoje, a professora Eunice falava de sinais. Encontrei o meu ao correr do metro para casa a alta velocidade, para depois ter de voltar a correr, desta feita para o instituto. Senti-me realmente cansada, não só das pernas, como de espírito. Preciso de parar de correr. Preciso de andar, de caminhar, definitivamente.
O Pi acabou de me dizer o seguinte:
"Fizeram-me reparar que hoje é dia 11 e que isso significa que há 5 meses atrás viemos de santiago (11/09). Curiosamente, amanhã regressamos. Boa noite."
Também eu vos desejo boa noite. E bom Carnaval. E bom Caminho, qualquer que seja o dia de partida.