Hoje descobri a tal felicidade de que me falavam. Mal a senti, agarrei-a com força e não a deixei ir. Sei que vou precisar dela para abafar as saudades.
Andei todo o dia embrenhada no projecto de um vídeo que a Rosarinho está agora a tentar levar a bom rumo, visto que eu estava à beira de um ataque de nervos (que raro...). Quando apanhei o autocarro com o Reis para a Maia, senti uma dor aguda no peito e revi o meu descolorido dia. Tinha mesmo sido assim o último dia de aulas de um ciclo de três anos? Não podia.
Cheguei à minha paragem, passei para o outro lado e regressei. Logo eu, que odeio andar de autocarro. Não resisti, sentia que tinha de voltar hoje, tinha de olhar hoje, tinha de realmente olhar. Tinha de tocar nas paredes e sentir que abraçava todo o colégio, mergulhar no olhar das pessoas com quem partilhei estes três anos e transmitir-lhes um silencioso e sincero obrigada.
Encontrei três princesas na biblioteca (Orquídea, Rosarinho e Geni), participei na reunião de tertúlia delas até descermos para a mesa da Celeste, à espera que tocasse. Juntámo-nos ao Pi e à Sofia e esperámos. O Pi esperava pela Margarida, a Sofia pelo professor Zé António para entregar um trabalho, eu pelo Luís Costa e pela Raquel para eles assinarem o pólo (acima representada). Ainda apanhamos as piadas do professor Pedro (eu juro que se não aparecer no jantar o vou buscar a casa!) e consegui roubar 5 minutos ao professor Carlos Ramalho para, também ele, me assinar o pólo. No final, sai com mais quatro assinaturas e a descoberta de uma escondida. A sério? Eu nunca iria descobrir aquilo sozinha. A sério que escreveu ali? A sério? :)
Não sei explicar como me senti grata por ter dado meia volta e passado mais uma hora no colégio. Percebi que, quando saísse novamente, ia sentir outra vez um aperto no coração, mas agora levava uns bons sorrisos, agora sim, tinha aproveitado as últimas horas.
Obrigada, obrigada, obrigada. Eu podia dizer mil vezes que não chegava. Obrigada, obrigada, obrigada... sem vocês nada faria sentido. Obrigada...
Amanhã, o grande jantar. Pode chover, pode trovejar, os rios da Quinta podem inundar, que será uma noite mágica na mesma. Porque "It's always better when we're together".
Obrigada... x infinitos
Better Together, Jack Johnson
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