
terça-feira, 29 de dezembro de 2009

sábado, 26 de dezembro de 2009
Speak For Me
"Que queres que diga?"
Speak for me; you'll see the same signs
Do you know how to read between the lines?
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Conversas (não) alheias
Os The Killers cantam, agora, no meu windows media player, It was only a kiss, it was only a kiss, o que me faz lembrar uma conversa que ouvi hoje no metro. Visto estar cheiinho e as raparigas falarem mesmo muito alto não me sinto culpada por ter ouvido (só para terem uma ideia, estava a ouvir música no máximo e ainda as ouvia...). Contava uma ao rapaz que tinham acabado de encontrar no metro:
'E houve uma vez que ela namorava com aquele da equipa x (já não me recordo do nome) e o traíu com o melhor amigo dele *risos*'
' Não, não. Eu acabei com ele antes...!'
'Sim, uma hora antes de ires comer o outro!'
'Pois *risos*'
Ainda tenho aqueles risos presos na cabeça. A displicência é brutal, no real sentido da palavra.
Todavia, os The Killers também cantam I'm coming out of my cage and I've been doing just fine.
That's right :)
A minha irmã chega amanhã!
domingo, 20 de dezembro de 2009
sábado, 19 de dezembro de 2009
O que mais quero nestas férias é simplesmente isto: estar de barriga para o ar, recuperar baterias.
Entretanto, acontecem coisas vergonhosas como esta.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Filtração
(Re)Apercebi-me que filtrei muita coisa terrível, muita coisa que me magoou muito na altura, física e psicologicamente. As dores físicas, então, são fáceis de arrumar a um canto. (Re)Vejo as dificuldades por que passei e espanto-me por concluir que, provavelmente, os meus pais e a Maria se lembram melhor delas do que eu. Apaguei muita coisa.
Por isso é que hoje tremia como varas verdes no bloco operatório, por só ter conservado da minha primeira e única, até ontem, operação simples cheiros e imagens desconectadas. A minha memória dizia que tudo aquilo era novo, apesar de não ser.
Pus-me, assim, a pensar de como a memória é manipulável e desarma as péssimas vivências, mudando-as para más vivências, e nem é preciso passarem muitos anos. Meros meses chegam para ficar tudo um pouco deturpado.
Se calhar é só comigo, que tenho uma memória desgraçada para as mais variadas coisas.
Hoje, Glósóli (Sigur Rós)
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Don't panic
Don't panic, don't panic, don't panic
don't panic, don't panic, don't panic
don't panic, don't panic, don't panic
(Oh, all that I know
There's nothing here to run from,
'Cos yeah, everybody here's got somebody to lean on)
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Cabeça ao vento
07:30h: Pi entra no quarto depois de se arranjar. Antes de descer para tomar o pequeno-almoço pensa que não se pode mesmo esquecer das coisas de português que estão pousadas ao lado da pasta
07:50h: Desce para a sala, senta-se no sofá com a Benny depois de pousar as coisas que tinha de levar para a escola no chão. Falta o trabalho para a oficina de leitura e o portefólio de português, mas esta não se apercebe.
08:20h: Já no carro da mãe da Kika, a caminho do CLF, apercebe-se que deixou as coisas de português em casa. "Panica", pois precisa mesmo delas para hoje. Ainda liga à mãe, mas esta não atende
08:30h: Entra no 600 para voltar a casa. Entretanto, perde a aula de Direito.
08:50h: Chega à paragem perto de sua casa. Corre feita doida rua abaixo, mete o pé direito numa poça. Além de acontecer metaforicamente meter o pé na poça, ainda têm de concretizar fisicamente.
09:00h: Sai de casa e apanha boleia com o vizinho Toni, que a deixa na paragem de autocarro, outra vez. Lembra-se que não trouxe dinheiro e tem de pedir emprestado.
09:40h: Chega exausta ao CLF. Vai para a sua sala aquecer os pés.
10:00h: Explica à professora Clara o que se passou. Esta não levanta problemas, nem a mãe, quando lhe liga para saber o que se tinha passado.
Durante o resto do dia ainda me fui esquecendo de coisas pelo caminho e tive de voltar atrás a buscá-las. Eu não sei onde anda a minha cabeça, mas gostava de a ter de volta. Ás vezes dá jeito.
Se calhar é mesmo como os Pearl Jam dizem: Don't you think you oughta rest? Don't you think you oughta lay your head down? Don't you think you want to sleep?
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
As fotografias
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Give me truth
sábado, 12 de dezembro de 2009
End Of The Road
Conseguimos parar um pouco o tempo, mesmo que ilusoriamente, e observar a agitação constante das compras de Natal e do frenezim próprio do ser humano. Eu gosto muito de ti, Pedro.
O post é breve pois estou a morrer para ir ver o Into The Wild, prenda de Natal antecipada do Pedro. Foi um filme que vi já há algum tempo (um ano?) numa daquelas noites em casa da Maria, em que ela adormeceu a meio e eu continuei a ver, completamente colada ao ecrã.
Antes mesmo de ver o filme, já tinha a banda sonora. Fica aqui uma das minhas favoritas:
Está carregada de Caminho. Lembro-me da relembrar e partilhar enquanto nos dirigiamos ao difícil Monte do Gozo. Que saudades desses momentos.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
O meu sistema nervoso II
I tried so hard and got so far
But in the end it doesn't even matter
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
O meu sistema nervoso
Por falar em férias, amanhã tenho o meu último teste deste periódo. História. Acabamos bem acabamos. Eu detesto fazer testes de História. Gosto da disciplina, gosto de estudar e não me importo de fazer exercícios escritos. Mas testes... testes mexem com o meu sistema nervoso.
O Marci hoje é que sofreu com isso, já que não me calei durante a aula de Direito toda com o que sabia e o que não sabia, e o que era mais complicado, e os nomes esquisitos que tinha de decorar... etc etc. Quando quero sou mesmo chata.
Simplesmente é o único teste para o qual nunca me sinto 100% preparada porque ou tenho medo de me esquecer de tudo, ou de confundir matérias, ou de me esquecer das datas, ou de não conseguir integrar bem o documento ou, como acontece sempre, não ter tempo para fazer todas as questões com calma e cabeçinha, ou isto tudo junto. No meio de tanta dúvida, só tenho uma certeza quando entro para o teste: daqui a 100, 105 minutos acaba. Quando quero também sou mesmo stressada.
Entretanto, encontrei um certo papel do meu 10ºano solto entre as micas de uma capa. E diz o seguinte:
-> Documento:
- Ler
- Sublinhar ideais principais
- Retirar a ideia chave de cada parágrafo
- Ler a pergunta
- Perceber o seu objectivo
- Voltar ao documento e ver as ideias precisas
-> Resposta:
- Localização temporal / espacial
- Contextualizar
- Matéria + Documento
- Conclusão
- Nota: dizer número do gráfico, ver a legenda
-> Pergunta Desenvolvimento:
- Ler bem a pergunta
- Ligar documentos aos tópicos
Portanto, amanhã, caros colegas, não se esqueçam de respeitar estes passos que nos têm seguido desde há dois anos para cá.
E tu, Filipa Redondo, Breathe
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Esfera
domingo, 6 de dezembro de 2009
Quando dormes
e te esqueces
o que ves
tu quem és
Quando eu voltar
o que vais dizer?
Vou sentar no meu lugar
Adeus
Nao afastes os teus olhos dos meus
isolar para sempre este tempo
é tudo o que tenho para dar
Quando acordas
porque quem chamas tu?
Vou esperar
eu vou ficar
nos teus braços
eu vou conseguir fixar
o teu ar
a tua surpresa
Adeus
Não afastes os teus olhos dos meus
eu vou agarrar este tempo
e nunca mais largar
Adeus
Não afastes os teus braços dos meus
vou ficar para sempre neste tempo
eu vou, vou conseguir para-lo
vou conseguir para-lo
Vou conseguir
Adeus
Não afastes os teus olhos dos meus
vou ficar para sempre neste tempo
eu vou conseguir para-lo
eu vou conseguir guarda-lo
eu vou conseguir ficar
Sem palavras...
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
A loucura
O bater continuou, semelhante a um roçar do vento nas folhas. Devagar, pé ante pé, como nos filmes de terror, dirigi-me à porta.
Quando a abri, exclamei de imediato:
- Dona Loucura!
Ela sorriu-me, a Loucura. Amavelmente, retorquiu:
- Não me chames Dona, minha querida. Somos velhas conhecidas, esses tratamentos já não são necessários.
Olhei-a confusa. Não me lembrava de ter visto muitas vezes a Loucura, muito menos dela me visitar a horas tão tardias.
Convidei-a a sentar-se. Velhas conhecidas ou não, a boa educação continua a ser precisa.
Dona Loucura, como continuei secretamente a tratá-la, dissertou sobre a longa viagem que fizera, as pessoas que visitara e os países que percorra, sem nunca me revelar o motivo para estar ali, no meu quarto.
Não resisti, tive de perguntar:
- O que faz agora aqui, Loucura?
- Ora, o que faço aqui?! Tu chamaste-me, meu bem!
Eu?! Eu não chamei ninguém. Estava simplesmente deitada na minha cama, ainda há uns minutos atrás, a dar voltas e voltas entre os lençóis sem conseguir adormecer. Mas isso não tinha nada de novo, nem de louco, que eu soubesse.
Dona Loucura olhou-me com ternura e murmurou:
- Lembras-te? Claro que lembras, querida. Quando tentavas arrumar nessa cabecinha todos os teus pensamentos difusos, consideras-te aquela hipótese…
Continuei a fixa-la atentamente.
- Sim, aquela hipótese de ires lá para fora apanhar com o aguaceiro que ainda agora molha a calçada da tua rua. Quando pensaste que te poderias dissolver com as gotas, correr com elas nos ribeiros que se criam entre os passeios e as estradas e ser coisa nenhuma. Ainda consigo sentir o teu árduo desejo de desaparecer entre o manto de água que caí do céu.
Reflecti sobre o que me dizia. Sim, lembrava-me. Ainda há pouco tivera esse pensamento. Sempre gostei de ouvir a chuva a cair lá fora, contra a minha janela e as minhas telhas. Pressentia o frio com que a noite se revestia e sentia-o na pele, apesar do calor que emanava da minha cama. Enrolada em mim mesma, fazia-me noite e, com a chegada da chuva, arrumava malas e ia com ela. Tudo dentro da minha mente.
- Isso é loucura? Isso é ser como você?
- Deixa o você para o lado. Aqui nem há você, nem tu, nem eu. Há nós.
- Sou loucura? Por querer ser chuva, por sentir frio quando está calor? – interpelei, alarmada.
Mais uma vez, perfurou-me com o seu paciente olhar. Que Loucura tão calma era aquela? Talvez a da razão.
- Como queres ser chuva, frio, rio, nada, se tudo o que és é paixão, quente, entrega, existência? Marcas e marcas-te com ferro a ferver. Nunca serás vazio, minha querida.
Levantou-se, lançou-me um sorriso (esse, sim, puramente louco) e saiu, fechando a porta atrás de si.
A loucura é tramada.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Proibido!

«1.º - Mão na mão 2$50
2.º - Mão naquilo 15$00
3.º - Aquilo na mão 30$00
4.º - Aquilo naquilo 50$00
5.º - Aquilo atrás daquilo 100$00
6.º - Parágrafo único - Com a língua naquilo 150$00 de multa, preso e fotografado.»"
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
domingo, 29 de novembro de 2009
Banco Alimentar contra a fome

"Bom dia! Quer/ Deseja contribuir para o Banco Alimentar? Obrigada"
sábado, 28 de novembro de 2009
Between waves
Tudo começou quando soube que havia picanha no Ábaco. Eu sei, patético. Contudo, o que vocês não sabem é o quanto gosto de picanha, ou quanto gosto de almoçar com o Marcelo e com o Pi, de os encher com a minha torrente de palavras e lançar gargalhas ao ar com as tão típicas respostas do Marci e as expressões do Pi.
Ter comido picanha foi um facto que mudou o rumo do meu dia, que, apesar de ter começado com Sol, se estava a revelar mais cinzento do que era de esperar, sem motivo aparente. Ou melhor, com motivos, no mínimo, idiotas, o que me estava a assustar.
De seguida, mudei a minha perspectiva da sala. Retirei-me do centro e fixei-me na periferia, à frente do meu raio de Sol. Como era de esperar, it was warm there (desculpem o inglês, mas warm era mesmo A palavra). Um dia hás-de me explicar como é que se torna tão fácil estar bem quando estou ao pé de ti.
Este post está a ser feito ao som de David Fonseca, obviamente. Enquanto escrevo, ele canta-me. Sim, canta-me. A principal razão para gostar tanto dele é sentir que o que ele escreve e canta tem parte de mim, apanha pedaços essenciais do que me identifica e descreve sentimentos que eu nunca conseguiria fazer passar cá para fora.
É óbvio que estou a ouvir David Fonseca porque a causa fulcral para o meu estado de espírito foi o seu “show-off” na FNAC do MarShopping, às 18:00. Eu, o Luís, a Renata, a Sófia e o Pi tivemos prazer em assistir juntos a esse breve, mas fantástico, momento. A simpatia dele é contagiante e o talento inquestionável. Quando entoou os primeiros versos, o meu espanto foi claro: é igual aos cd’s! O que se torna cada vez mais surpreendente, acreditem.
Ao concerto seguiu-se 1h de espera numa fila interminável para falar um pouco com este senhor da música portuguesa. Não o tratámos por senhor, porque o Luís perguntou logo se o podia tratar por tu, ao que o David respondeu: deves!
Vou passar à frente aquela parte em que fiquei a conversa toda (que ainda foi de duração considerável) com um sorriso demasiadamente aberto, a roçar o idiota, a beber as palavras do David Fonseca. Dêem-me um desconto, o homem é um dos meus ídolos musicais! O que não passo à frente é a oferta que lhe fizemos: uma lata de comida de gato, para alimentar a Amazing Cats, editora recentemente criada pelo próprio. Bem, não quero parecer presunçosa, mas ele adorou! É inegável que adorou! Aliás, até nos perguntou se podia por no Twitter. Parece-me que vou andar por lá de 5 em 5 minutos (ou não, visto que amanhã não paro em casa… mas só por isso).
Entretanto chegou a Zoé, chegou o jantar, chegou… Lua Nova! Não, não me vou por a falar sobre como o Robert Pattinson e o Taylor Lautner são lindos (apesar de serem) nem como a Bella às vezes é irritantemente monga (apesar de ser). Vou simplesmente dizer que adorei, que foi das melhores adaptações de livros a filmes que já vi e que há cenas que preferia não perceber tão bem. Sim, eu já vi vampiros e lobisomens, é o mais comum que há por aí.
Não costumo fazer do meu blog um diário. Ou, pelo menos, não costumo fazer dele tão directamente um diário. Mas hoje, hoje tinha de falar do que me “encheu”, de como me senti viva, de como tive consciência de cada parte que me constitui e de como, de repente, fui invadida por aquele estado de euforia, eléctrico.
Eléctrico é a palavra de hoje.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
A beleza
PS: passem pelo DogMe! , fizemos um post do qual gosto muito.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Estado Novo
Amanhã começamos a dar, em História, o Estado Novo. É uma matéria que sempre figurou entre as minhas favoritas de estudar. Pelo interesse, não por identificação, atenção.
Na banda sonora estão incluídos o hino da mocidade portuguesa e o hino nacional.
E mais não digo. Fica para amanhã :)
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Quase
Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
Assombro ou paz? Em vão ...Tudo esvaído
Num baixo mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor - quase vivido...
Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!
De tudo houve um começo...e tudo errou...
- Ai a dor de ser - quase, dor sem fim...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...
Momentos de alma que desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas nunca mais fixei...
Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...
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Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
Mário Sá Carneiro
sábado, 21 de novembro de 2009
Círculo de fogo
“O círculo de fogo é um grupo de alunos que desenvolve actividades com fogo de risco controlado”, segundo a definição que a Mia me deu. Mas, depois do que vi, é uma descrição que fica aquém do real. Tal como qualquer uma que pudesse dar.
Por momentos, tudo parou. Não interessava que estivesse frio, que estivesse sentada no chão do recreio da Soares ou que estivesse rodeada de pessoas tão diferentes de mim. Por momentos, só conseguia ter os olhos no fogo. O fogo nos arcos, a rodar, a consumir o ar em seu redor. O fogo ali tão perto, perigoso e apaixonante. A música, a lembrar a que se ouve nas feiras medievais, a desconstruir o tempo. Não existia tempo, não existia mais nada, além daquelas raparigas e rapazes a brincar com o fogo, a manejá-lo sem medo, com amor até.
E quando ela entrou, o meu peito encheu-se de orgulho. A Maria é mesmo um mundo. É o “outro lado”. Sempre foi.
Seguiram-se danças e moches, aglomerados de pessoas a darem a mão e a rodopiar juntas, a saltar, rir, cantar… Cheirou a liberdade. Eu não era da escola, mas que importava? Se estivesse no mesmo espírito para me divertir, seja bem-vinda!
Aqui ficam algumas fotos desta noite para recordar


quarta-feira, 18 de novembro de 2009
She's only happy in the sun
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Uma poça (de água)
Uma poça de água são restos, é o que sobra depois de um dia de chuva. Passam as nuvens, o vento assolador, as pingas que escorram da face e se juntam ao pequeno rio que corre debaixo dos nossos pés. Porém, permanece aquela teimosa porção de ontem, como se o que passou sentisse a categórica vontade de se afirmar no presente.
Uma poça de água é inevitável. Sabemos que vai sempre existir, nem que o dia seguinte seja reino do mais abrasador Sol. Os restos são inevitáveis.
O nosso passado no meu presente é uma poça do que já não me prende, mas permanece para lembrar os dias cinzentos que se seguem, inevitavelmente, aos soalheiros.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Loucura
(prof. Clara Falcão)
Parece cliché, mas nunca é demais dizer. O Mundo é louco, e não é de agora. Entretanto, vamos enlouquecendo com ele.
Por falar em loucura:
Dá para dar umas gargalhadas em dia de chuva (constante).
domingo, 15 de novembro de 2009
Benny
Tem energia até dizer chega. Só faz asneiras. Roí as coisas que mais gosto. Rouba-me os peluches e os chinelos para chamar a atenção. É mimada e invejosa, não nos pode ver fazer uma festa à Twigui. Acorda-me às 10h da manhã aos Domingos. Não me deixa estar em paz na cave a ver um filme ou a correr na passadeira (tem a mania de tentar subir para lá e ladrar). Não obedece às ordens de ninguém (só as vezes às do meu pai). É muito medricas. É capaz de levar qualquer um ao limite da paciência. É um pequeno (grande) monstrinho. Mas é quem me faz companhia enquanto estudo. É quem vê tV comigo, enroscada no sofá, a aquecer-me. É quem se atira para cima de mim quando chego a casa, como se não me visse há anos. É com quem não me inibo de ser o mais carinhosa que consigo. É quem eu adoro ver dormir, porque se assemelha a um autêntico peluche. É a minha Benny. Para ela, tenho um amor único e especial. Costumamos chamar-lhe Benny-ly, não sei porquê. Mas o LY adequa-se na perfeição.Não sabemos bem em que data nasceu, porque o sítio onde a comprámos não foi propriamente uma bela loja de animais. Encontrámo-la numa daquelas lojas à subida para a serra da estrela, numa pequena jaula cá fora. O dono da loja contou-nos que alguém tinha morto a mãe e, sendo assim, as crias não tinham como ser amamentadas. Comiam as sobras. Ainda não sei como é que consegui convencer os meus pais a traze-la. Era uma bolinha de pêlo, super magra, e já nessa altura não parava quieta. Trouxemo-la em Dezembro, perto do Natal, e nessa altura disseram-nos que tinha um mês, mês e meio.
Por isso, é por volta destes dias que a Benny faz dois anos.
Com todas as suas características irracionais próprias de um cão, a Benny tornou-me mais humana e com um coração mais aberto. E isso não lhe vou conseguir nunca agradecer, nem com as mil festas diárias que recebe.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
"Escola: pendor de jornalismo cívico, fulgor dos direitos humanos

Ontem, às 7h no auditório do Colégio Luso-Francês, realizou-se uma conferência com o mote “Escola: pendor de jornalismo cívico, fulgor dos direitos humanos”. Foram convidados o Dr. Professor Daniel Serrão, médico português e especialista em ética da vida, e André Régio, director do Jornal Veris.
O tema inicial foi a apresentação do Jornal Veris, nome inspirado no padroeiro da freguesia de Paranhos, S. Veríssimo. Porém, e pelas palavras do próprio André Rangel, “esta publicação, embora pertença paroquial, não se delimita e encerra nela, pelo contrário, por força dos seus estatutos e objectivos, define-se e está registada na Entidade Reguladora da Comunicação como um órgão local e regional e, assim sendo, de carácter não exclusivo à temática religiosa.” (in http://www.jfparanhos-porto.org/gca/index.php?id=871 ). Trata-se de um jornal mensal recente, nascido a 24 de Janeiro deste ano, que, ontem à noite, apresentou ao CLF uma proposta de relação e coordenação. Foi oferecido à comunidade educativa um espaço reservado a artigos escritos pelos seus membros. O professor Daniel Serrão iria definir este espaço como “um espaço de futuro”, pelas oportunidades que proporciona. Foram apresentados exemplos como o de Fernando Pessoa e Maria Alberta Menéres.
Por outro lado, o CLF poderá funcionar como centro de divulgação deste jovem jornal, que, como muitos outros, precisa de visibilidade e, acima de tudo, de ser lido.
A intervenção do Professor Daniel Serrão debruçou-se não só no jornal veris, do qual é colaborador, mas simultaneamente na incontestável importância da leitura no nosso crescimento pessoal, intelectual e profissional. Como o Professor afirmou, “Quem não lê não vive fora de si”, pois falha a oportunidade de “construir um mundo através da leitura”, onde se encontram, invariavelmente, “representações da vida” e se alargam horizontes e conhecimentos.
De seguida, o rumo voltou-se para a temática dos Direitos Humanos. André Rangel apresentou a Amnistia Internacional, organização presente em Portugal. A Amnistia Internacional em Portugal tem como objectivo ser um modelo na promoção e defesa dos direitos humanos”, através da “investigação e acção destinadas à prevenção e combate dos graves abusos à integridade física e mental, à liberdade de consciência e de expressão, sobre o direito à não discriminação, no contexto de uma promoção de todos os Direitos Humanos, de forma eficiente, fiável e influente” (in http://www.amnistia-internacional.pt/ ). Fomos informados de um novo núcleo em Paranhos, cuja coordenação é da responsabilidade de André Rangel. O núcleo encontra-se em parceria com o Jornal Veris, através de uma secção dedicada aos Direitos Humanos. A apresentação será neste Sábado, dia 14, às 19h, no auditório da Junta de Freguesia de Paranhos. Os núcleos têm como missão interagir com a comunidade que os rodeia, promovendo sessões de esclarecimento, debates, apresentações, conferências, etc. Para ficarem mais esclarecidos sobre a sua acção, visitem http://aiporto.blogspot.com/.
Na sua segunda e última participação na conferência, o Professor Daniel Serrão dedicou-se à explicação da acção do Conselho da Europa, estrutura demarcada da União Europeia. Foi criado a 5 de Maio de 1949, pelo Tratado de Londres, assinado por dez Estados: Bélgica, Dinamarca, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Reino Unido e Suécia. É constituído por 47 países, tendo Portugal aderido a 22 de Setembro de 1976. Um dos seus principais fins é “defender os direitos do homem e a democracia parlamentar, e assegurar a preeminência do direito” (in http://www.coe.int/t/pt/com/about_coe/ ), e por isso a relação com o tema que estava a ser abordado na conferência. Todavia, enquanto a Declaração Universal dos Direitos dos Homens é “uma declaração de intenções”, como a define o Professor Daniel Serrão, sem “valor jurídico”, o Conselho da Europa distingue-se pela defesa de direitos objectivos e concretos, possuindo meios de coerção para punir aqueles que atentem contra estes. Para tal, conta com o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, ao qual qualquer cidadão dos estados-membros pode apresentar queixa se considerar que sofreu ou testemunhou a violação de algum dos Direitos do Humanos.
Considero ter sido uma conferência interessante e rica em novos conhecimentos, apresentados de modo claro e cativante. Desejo um futuro próspero ao jornal Veris, com a esperança que o CLF possa fazer parte integrante deste.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Parabéns Pai
Faz hoje 49 anos que o meu pai nasceu. Tive de ir confirmar com a minha mãe a data de nascimento dele, visto que a está sempre a aldrabar para eu achar que é mais novo.Para mim, o meu é, acima de tudo, um alguém enorme. Não por ser claramente mais alto do que eu, mas por tudo aquilo que é e me faz ser. Tenho um orgulho imenso no meu pai.
É extraordinário o número de características que temos em comum: a persistência, a responsabilidade, o gosto pela leitura, o interesse por História, o valor que damos à palavra, a descontracção só em certos ambientes, a postura séria no geral, a maneira como respondemos à minha mãe quando ela fala durante muito tempo ("hm hm... hm hm" mas um "hm hm" igualzinho), a curiosidade, a particular capacidade de picar os outros, a exigência connosco e com os outros...
Também é verdade que divergimos em muitos casos, como na religião e na maneira como encaramos os problemas (o meu pai é muito racional e prático, eu sou mais sentimento), mas as discussões que temos ajudam-me a desenvolver capacidade argumentativa.
O meu pai pode parecer uma pessoa difícil e distante à primeira vista. Todavia, é essa impressão que me faz sorrir quando o vejo descontraído e a meter-se comigo. É aquele sentimento de ser das poucas a vê-lo como realmente é.
De tudo o que posso dizer sobre ele, nada iguala o simples facto de ser meu pai, meu protector e meu exemplo para toda a vida.
Parabéns, José Augusto Redondo :)
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
O Muro de Berlim

No 9ºano, aprendemos que o Muro de Berlim foi construído em 1961. Ensinaram-nos que dividiu a Alemanha entre capitalistas e socialistas, os primeiros liderados pela República Federal Alemã (RFA), os segundos pela República Democrata Alemã (RDA). Dizem-nos que este muro separou famílias e amigos, que muitos morreram ao tentar ultrapassá-lo e que outros tantos foram presos. Decoramos que caiu dia 9 de Novembro de 1989, depois de várias manifestações da população que, nesse dia à 20 anos atrás, subiu o muro e passou para o outro lado. Dão-nos várias definições para este muro: Cortina de Ferro, Muro da Vergonha...domingo, 8 de novembro de 2009
Tenho, acima de tudo, necessidade de estar irremediávelmente apaixonada pela vida. E isso não está a acontecer. Não tenho vontade de sair da cama.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
O amor
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
O nosso Verão
Agora vejo as grandes férias que tive, as melhores de sempre. Muito devem aos lugares, ao tempo, ao descanso, às aventuras, às asneiras, à liberdade... mas devem quase tudo às pessoas com quem as partilhei. Desde os dias no Porto, em Aveiro, no Intra-rail, em Caminha (bis), na Costa Nova, em Lagos, no Caminho... meu Deus, fiz TANTA coisa! Com tanta gente! Fortaleci tantos laços e criei outros tantos. Destribuiu tantos sorrisos. Também derramei muitas lágrimas, mas ergui-me do lago que criei.
Cada vez mais me apercebo que a vida é demasiado curta e que o tempo passa demasiado depressa. Sei que toda a gente está farta de ouvir isto, mas então porque é que se ve tanto desperdício de dias?
Parar é morrer, sempre foi uma directriz na minha vida.
Passado mês e meio desde o fim das férias, encontrei a música que melhor se adequa a esses fantásticos dois meses e meio.
Faz-me lembrar os bons momentos que passei e as pessoas que estiveram ao meu lado, a desenhá-los. O que mais me enche o coração é saber que tudo o que construímos não acabou com as férias e, muito provavelmente, não acabará com o passar dos anos.
domingo, 1 de novembro de 2009
Eu sei
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Não sei, ama, onde era
Nunca o saberei...
Sei que era Primavera
E o jardim do rei...
(Filha, quem o soubera!...).
Que azul tão azul tinha
Ali o azul do céu!
Se eu não era a rainha,
Porque era tudo meu?
(Filha, quem o adivinha?).
E o jardim tinha flores
De que não me sei lembrar...
Flores de tantas cores...
Penso e fico a chorar...
(Filha, os sonhos são dores...).
Qualquer dia viria
Qualquer coisa a fazer
Toda aquela alegria
Mais alegria nascer
(Filha, o resto é morrer...).
Conta-me contos, ama...
Todos os contos são
Esse dia, e jardim e a dama
Que eu fui nessa solidão...
É suposto concentrar-me em Fernando Pessoa, portanto aqui está o poema que, até agora, mais gostei. Lembro-me de já o ter ouvido antes à muito tempo atrás, não sei bem quando. Nostalgia da infância? Talvez :p
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Lots of things
Não me perguntem porquê é que me lembrei disto hoje, porque sinceramente não sei. Acho que simplesmente dei de caras, novamente, com este vídeo e viagei, durante 3:39 agradáveis minutos às aulas de moral do 10ºano, na sala multimédia.Por ligação, lembrei-me também do professor Joaquim. Tem sido recorrente, pela falta que faz no clf e, especificamente, a falta que fez no Caminho de Setembro.
Fica aqui o vídeo:
Free Hug para o Marci (tem vários diariamente :) )
Hoje houve também futebol logo pelas 8:30, teste de Direito às 10:20, entrega a Psicologia no último tempo, resumos de História, um pouco de estudo para Português e Dama e o Vagabundo 2 no resto do tempo, até à hora do Inglês. Acabei o dia com um passeio a ser arrastada pela Benny (ela é que me passeia!!) mais a minha mãe e a Twigui um pouco atrás. Inverti uma grande decisão, esperemos que agora definitivamente, e não espero muito mais deste dia, mas, quem sabe!
E por falar em futebol (hoje também é dia de escrever muito), ontem saí seriamente revoltada do Dragão. Não foi o jogo que me incomodou, porque maus jogos todas as equipas têm, principalmente contra adversários que põem o autocarro à frente da baliza, mas sim pela falta de... eu nem sei de que (!) dos adeptos portistas. Falta de senso comum, pode-se dizer, visto que vão ao estádio, pagam p0r isso, apanham frio com o perigo de ainda chover, não jantam direito por causa da hora do jogo e, depois de todos estes inconvenientes, vão para o estádio chatear! É que não tem outra palavra: chatear! Assobiam logo a equipa nos primeiros minutos quando vêem que não está a arrancar bem, insultam e tentam deitar abaixo jogadores que não estão a conseguir produzir jogo... enfim, parecem da outra equipa! Oh minha gente, assobiar é o adversário, não os nossos miúdos!!! Assobiar é o no fim, como demonstração de desagrado. Nos 90 minutos e na compensação, não esquecer, é apoiar incondicionalmente!
E se ontem alguém mereceu que as minhas mãos ficassem vermelhas foi o grande Mariano. Não gosto da maneira como ele joga, muitas vezes preferia que estivesse no banco, mas quando está lá apoio porque veste a camisola do meu clube, não há dúvidas! Foi indecente a assobiadela que ele levou por ser o Rodriguez a sair. Passados uns minutos, que é que faz? GOLO! Passados outros três? ASSISTÊNCIA! Tomem lá, foi o meu grito.
Não percebo porque é que algumas pessoas se incomodam a ir ao estádio para desmotivar a equipa e fiquei muito desiludida com a massa adepta do FCP. No meio disto tudo, quem apoiou sempre foram as claques. Entre o emproado com cara de quem lhe está sempre a cheirar mal que está ao meu lado, que nunca sorri nem bate palmas, só reclama, e o Macaco, venha o líder dos Super! São isto e aquilo e mais todo o mal que há no Mundo, mas justificam a sua ida ao estádio.
Biba o Porto! E tenho dito.
domingo, 25 de outubro de 2009







