
terça-feira, 29 de dezembro de 2009

sábado, 26 de dezembro de 2009
Speak For Me
"Que queres que diga?"
Speak for me; you'll see the same signs
Do you know how to read between the lines?
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Conversas (não) alheias
Os The Killers cantam, agora, no meu windows media player, It was only a kiss, it was only a kiss, o que me faz lembrar uma conversa que ouvi hoje no metro. Visto estar cheiinho e as raparigas falarem mesmo muito alto não me sinto culpada por ter ouvido (só para terem uma ideia, estava a ouvir música no máximo e ainda as ouvia...). Contava uma ao rapaz que tinham acabado de encontrar no metro:
'E houve uma vez que ela namorava com aquele da equipa x (já não me recordo do nome) e o traíu com o melhor amigo dele *risos*'
' Não, não. Eu acabei com ele antes...!'
'Sim, uma hora antes de ires comer o outro!'
'Pois *risos*'
Ainda tenho aqueles risos presos na cabeça. A displicência é brutal, no real sentido da palavra.
Todavia, os The Killers também cantam I'm coming out of my cage and I've been doing just fine.
That's right :)
A minha irmã chega amanhã!
domingo, 20 de dezembro de 2009
sábado, 19 de dezembro de 2009
O que mais quero nestas férias é simplesmente isto: estar de barriga para o ar, recuperar baterias.
Entretanto, acontecem coisas vergonhosas como esta.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Filtração
(Re)Apercebi-me que filtrei muita coisa terrível, muita coisa que me magoou muito na altura, física e psicologicamente. As dores físicas, então, são fáceis de arrumar a um canto. (Re)Vejo as dificuldades por que passei e espanto-me por concluir que, provavelmente, os meus pais e a Maria se lembram melhor delas do que eu. Apaguei muita coisa.
Por isso é que hoje tremia como varas verdes no bloco operatório, por só ter conservado da minha primeira e única, até ontem, operação simples cheiros e imagens desconectadas. A minha memória dizia que tudo aquilo era novo, apesar de não ser.
Pus-me, assim, a pensar de como a memória é manipulável e desarma as péssimas vivências, mudando-as para más vivências, e nem é preciso passarem muitos anos. Meros meses chegam para ficar tudo um pouco deturpado.
Se calhar é só comigo, que tenho uma memória desgraçada para as mais variadas coisas.
Hoje, Glósóli (Sigur Rós)
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Don't panic
Don't panic, don't panic, don't panic
don't panic, don't panic, don't panic
don't panic, don't panic, don't panic
(Oh, all that I know
There's nothing here to run from,
'Cos yeah, everybody here's got somebody to lean on)
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Cabeça ao vento
07:30h: Pi entra no quarto depois de se arranjar. Antes de descer para tomar o pequeno-almoço pensa que não se pode mesmo esquecer das coisas de português que estão pousadas ao lado da pasta
07:50h: Desce para a sala, senta-se no sofá com a Benny depois de pousar as coisas que tinha de levar para a escola no chão. Falta o trabalho para a oficina de leitura e o portefólio de português, mas esta não se apercebe.
08:20h: Já no carro da mãe da Kika, a caminho do CLF, apercebe-se que deixou as coisas de português em casa. "Panica", pois precisa mesmo delas para hoje. Ainda liga à mãe, mas esta não atende
08:30h: Entra no 600 para voltar a casa. Entretanto, perde a aula de Direito.
08:50h: Chega à paragem perto de sua casa. Corre feita doida rua abaixo, mete o pé direito numa poça. Além de acontecer metaforicamente meter o pé na poça, ainda têm de concretizar fisicamente.
09:00h: Sai de casa e apanha boleia com o vizinho Toni, que a deixa na paragem de autocarro, outra vez. Lembra-se que não trouxe dinheiro e tem de pedir emprestado.
09:40h: Chega exausta ao CLF. Vai para a sua sala aquecer os pés.
10:00h: Explica à professora Clara o que se passou. Esta não levanta problemas, nem a mãe, quando lhe liga para saber o que se tinha passado.
Durante o resto do dia ainda me fui esquecendo de coisas pelo caminho e tive de voltar atrás a buscá-las. Eu não sei onde anda a minha cabeça, mas gostava de a ter de volta. Ás vezes dá jeito.
Se calhar é mesmo como os Pearl Jam dizem: Don't you think you oughta rest? Don't you think you oughta lay your head down? Don't you think you want to sleep?
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
As fotografias
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Give me truth
sábado, 12 de dezembro de 2009
End Of The Road
Conseguimos parar um pouco o tempo, mesmo que ilusoriamente, e observar a agitação constante das compras de Natal e do frenezim próprio do ser humano. Eu gosto muito de ti, Pedro.
O post é breve pois estou a morrer para ir ver o Into The Wild, prenda de Natal antecipada do Pedro. Foi um filme que vi já há algum tempo (um ano?) numa daquelas noites em casa da Maria, em que ela adormeceu a meio e eu continuei a ver, completamente colada ao ecrã.
Antes mesmo de ver o filme, já tinha a banda sonora. Fica aqui uma das minhas favoritas:
Está carregada de Caminho. Lembro-me da relembrar e partilhar enquanto nos dirigiamos ao difícil Monte do Gozo. Que saudades desses momentos.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
O meu sistema nervoso II
I tried so hard and got so far
But in the end it doesn't even matter
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
O meu sistema nervoso
Por falar em férias, amanhã tenho o meu último teste deste periódo. História. Acabamos bem acabamos. Eu detesto fazer testes de História. Gosto da disciplina, gosto de estudar e não me importo de fazer exercícios escritos. Mas testes... testes mexem com o meu sistema nervoso.
O Marci hoje é que sofreu com isso, já que não me calei durante a aula de Direito toda com o que sabia e o que não sabia, e o que era mais complicado, e os nomes esquisitos que tinha de decorar... etc etc. Quando quero sou mesmo chata.
Simplesmente é o único teste para o qual nunca me sinto 100% preparada porque ou tenho medo de me esquecer de tudo, ou de confundir matérias, ou de me esquecer das datas, ou de não conseguir integrar bem o documento ou, como acontece sempre, não ter tempo para fazer todas as questões com calma e cabeçinha, ou isto tudo junto. No meio de tanta dúvida, só tenho uma certeza quando entro para o teste: daqui a 100, 105 minutos acaba. Quando quero também sou mesmo stressada.
Entretanto, encontrei um certo papel do meu 10ºano solto entre as micas de uma capa. E diz o seguinte:
-> Documento:
- Ler
- Sublinhar ideais principais
- Retirar a ideia chave de cada parágrafo
- Ler a pergunta
- Perceber o seu objectivo
- Voltar ao documento e ver as ideias precisas
-> Resposta:
- Localização temporal / espacial
- Contextualizar
- Matéria + Documento
- Conclusão
- Nota: dizer número do gráfico, ver a legenda
-> Pergunta Desenvolvimento:
- Ler bem a pergunta
- Ligar documentos aos tópicos
Portanto, amanhã, caros colegas, não se esqueçam de respeitar estes passos que nos têm seguido desde há dois anos para cá.
E tu, Filipa Redondo, Breathe
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Esfera
domingo, 6 de dezembro de 2009
Quando dormes
e te esqueces
o que ves
tu quem és
Quando eu voltar
o que vais dizer?
Vou sentar no meu lugar
Adeus
Nao afastes os teus olhos dos meus
isolar para sempre este tempo
é tudo o que tenho para dar
Quando acordas
porque quem chamas tu?
Vou esperar
eu vou ficar
nos teus braços
eu vou conseguir fixar
o teu ar
a tua surpresa
Adeus
Não afastes os teus olhos dos meus
eu vou agarrar este tempo
e nunca mais largar
Adeus
Não afastes os teus braços dos meus
vou ficar para sempre neste tempo
eu vou, vou conseguir para-lo
vou conseguir para-lo
Vou conseguir
Adeus
Não afastes os teus olhos dos meus
vou ficar para sempre neste tempo
eu vou conseguir para-lo
eu vou conseguir guarda-lo
eu vou conseguir ficar
Sem palavras...
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
A loucura
O bater continuou, semelhante a um roçar do vento nas folhas. Devagar, pé ante pé, como nos filmes de terror, dirigi-me à porta.
Quando a abri, exclamei de imediato:
- Dona Loucura!
Ela sorriu-me, a Loucura. Amavelmente, retorquiu:
- Não me chames Dona, minha querida. Somos velhas conhecidas, esses tratamentos já não são necessários.
Olhei-a confusa. Não me lembrava de ter visto muitas vezes a Loucura, muito menos dela me visitar a horas tão tardias.
Convidei-a a sentar-se. Velhas conhecidas ou não, a boa educação continua a ser precisa.
Dona Loucura, como continuei secretamente a tratá-la, dissertou sobre a longa viagem que fizera, as pessoas que visitara e os países que percorra, sem nunca me revelar o motivo para estar ali, no meu quarto.
Não resisti, tive de perguntar:
- O que faz agora aqui, Loucura?
- Ora, o que faço aqui?! Tu chamaste-me, meu bem!
Eu?! Eu não chamei ninguém. Estava simplesmente deitada na minha cama, ainda há uns minutos atrás, a dar voltas e voltas entre os lençóis sem conseguir adormecer. Mas isso não tinha nada de novo, nem de louco, que eu soubesse.
Dona Loucura olhou-me com ternura e murmurou:
- Lembras-te? Claro que lembras, querida. Quando tentavas arrumar nessa cabecinha todos os teus pensamentos difusos, consideras-te aquela hipótese…
Continuei a fixa-la atentamente.
- Sim, aquela hipótese de ires lá para fora apanhar com o aguaceiro que ainda agora molha a calçada da tua rua. Quando pensaste que te poderias dissolver com as gotas, correr com elas nos ribeiros que se criam entre os passeios e as estradas e ser coisa nenhuma. Ainda consigo sentir o teu árduo desejo de desaparecer entre o manto de água que caí do céu.
Reflecti sobre o que me dizia. Sim, lembrava-me. Ainda há pouco tivera esse pensamento. Sempre gostei de ouvir a chuva a cair lá fora, contra a minha janela e as minhas telhas. Pressentia o frio com que a noite se revestia e sentia-o na pele, apesar do calor que emanava da minha cama. Enrolada em mim mesma, fazia-me noite e, com a chegada da chuva, arrumava malas e ia com ela. Tudo dentro da minha mente.
- Isso é loucura? Isso é ser como você?
- Deixa o você para o lado. Aqui nem há você, nem tu, nem eu. Há nós.
- Sou loucura? Por querer ser chuva, por sentir frio quando está calor? – interpelei, alarmada.
Mais uma vez, perfurou-me com o seu paciente olhar. Que Loucura tão calma era aquela? Talvez a da razão.
- Como queres ser chuva, frio, rio, nada, se tudo o que és é paixão, quente, entrega, existência? Marcas e marcas-te com ferro a ferver. Nunca serás vazio, minha querida.
Levantou-se, lançou-me um sorriso (esse, sim, puramente louco) e saiu, fechando a porta atrás de si.
A loucura é tramada.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Proibido!

«1.º - Mão na mão 2$50
2.º - Mão naquilo 15$00
3.º - Aquilo na mão 30$00
4.º - Aquilo naquilo 50$00
5.º - Aquilo atrás daquilo 100$00
6.º - Parágrafo único - Com a língua naquilo 150$00 de multa, preso e fotografado.»"




