terça-feira, 29 de setembro de 2009

MEU clube

Este fotografia data de 2000, penso eu, quando o FCP jogou contra o Marítimo na Taça de Portugal. O cenário que tenho atrás é a bancada central do Jamor e a rapariga ao lado é a minha irmã. Ganhámos, claro.
Desde que me lembro sou do FCP. Acho que a maior influência foi do meu avô, que era um portista ferranho que lia todos os dias "O Jogo", hábito que me passou durante muito tempo.
Esta questão vem pelo jogo de amanhã. É o Porto que joga. No Dragão. Para a Liga dos Campeões. E não, o excesso de pontos finais não é porque sou o contrário do Saramago ou péssima a português, mas sim porque cada parte daquela que podia ser uma só frase tem uma enorme importância. É o Porto que joga, não outro clube qualquer. No Dragão, o que significa voltar à minha segunda casa (a meio da semana sabe sempre melhor!). Para a Liga dos Campeões, elemento essencial.
A Liga dos Campeões é outro Mundo. Vê-se logo pelo nome. Se já é difícil entrar, mais difícil aindar é mantermo-nos lá. Porque é dos campeões (porque alguma razão o FCP tem tantas participações e já a ganhou duas vezes *.*) e por isso é onde, provavelmente, se irão ver os jogos mais emocionantes e com melhor futebol.
A Champions, para mim, é igual ao auge do meu amor pelo FCP. É ver o meu clube destinguir-se a nível internacional. É sofrer com as derrotas, tantas vezes pesadas, mas rejubilar com as vitórias, muitas quase impossíveis. É ouvir aquela música, aquele hino lindo da Champions, e sentir-me arrepiar. É algo inexplicável. E é por tudo isto que, amanhã, quando soar o hino vou levantar o meu caschecol bem alto e sentir que não haveria outro lugar no Mundo onde gostasse de estar.

Este espaço hoje para o meu clube justifica-se também pelo trabalho que tenho de fazer para AP. Vamos fazer uma antroposcofia (ou algo do género) para ver o que temos a melhorar nas nossas apresentações. O tema era livre e o meu acabou por ser o FCP porque TODA a gente a quem perguntei sobre o que deveria fazer me disse isso. Pergunto-me porque será :)

O meu coração só tem uma cor: azul e branco

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Hoje a minha empregada não veio porque está doente e a minha mãe tinha uma reunião às 2h, então, como não me pode fazer o almoço, perguntou se não me importava de comer McDonald’s.
Já em casa, com o meu McMenu Grande CBO (consegui comê-lo quaase todo, Zoé!) lembrei-me de como era fantástico em criança ir ao McDonald’s.
Ainda me lembro nitidamente de como eram os meus almoços de anos: escolhia cerca de quatro amigos, a minha mãe ia-nos buscar e deliciavamo-nos no McDonald’s das Antas. Lembro-me de como ficava com água na boca só com o cheiro (que, agora, confesso detestar), de como sorria ao abrir o meu Happy Meal e ver o brinde e dizia à minha mãe que devia por tanto sal nas batatas como eles põe (ok, ainda digo!). O almoço acabava naquele mini-parque, com o meu cabelo a ficar irremiavelmente colado às paredes do escorrega. E, quando chegávamos à escola, eramos os sortudos do dia, porque tinhamos comido McDonald’s.
Agora é um acto que se tornou irrelevante. Tal como muitas outras coisas. À medida que crescemos deixamos de dar tanta importância às coisas pequenas, como aos Happy Meal. Deixamos de ter a noção de quanto vale uma acção, um gesto, uma liberdade. Eu, às vezes, deixo e, invariavelmente, esqueço-me de quanto vale um dia.
Num só dia pode muita coisa acontecer. Podemos ganhar tudo ou perder o que mais gostamos. O nosso peito pode-se encher de alegria e esperança ou rebentar como um balão. Pode ser o melhor ou o pior dia de sempre. Mas isso só saberemos no fim do dia e, mesmo que seja o pior dia de sempre, é um dia, e foi nosso. Se foi o pior, significa que amanhã só poderá melhorar. Se calhar nem foi o pior, se calhar só não estamos a vê-lo pela prespectiva certa.
O meu dia foi, até agora, normal. Jogamos futebol em EF, estive a chatear o Marcelo e o Luís em Direito, ri-me com a Geni em Psicológia, comi McDonald’s ao almoço, com o focinho da Benny em cima da minha perna, e agora estou a tentar ter vontade de fazer exercícios de História. Até agora, não foi o melhor dia de sempre. Mas teve as suas pequenas coisas óptimas. Como a Geni dizer que a faço feliz, ou como ouvir o Marci a rir-se das minhas parvoíces, ou como conseguir fazer 41 saltos no banco em 30 segundos, ou, e acima de tudo, ouvir o Pi dizer que me admira.
São nessas e em muitas outras pequenas coisas óptimas que me vou lembrar quando quiser sorrir.
E, amanhã, mais pequenas coisas óptimas (já pareço os políticos com as “pequenas e médias empresas”!) virão e razões para me levantar da cama e viver mais um dia. Porque todos os dias contam.

domingo, 27 de setembro de 2009

O Nuno e a Ana Isabel fazem hoje um ano de namoro. É por coisas destas que ainda acredito nas relações. Tenho imenso orgulho neles, e não é só por serem dos meus melhores amigos.

Hoje é, também, dia de votar! Portanto também é dia de pensar: bolas, ainda não tenho 18 anos. Foi um ano cheio de eleições, e só me faltava um para poder participar.
Como dizia a minha antiga professora de História, "não votar é desrespeitar a nossa liberdade e todos aqueles que lutaram por ela". Por isso, votem! Nunca devemos deixar que sejam os outros a decidir sozinhos o nosso futuro.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009


Uma bolacha Príncipe, em 100g, tem 485 kcal, 6,5g de proteínas, 68g de hidratos de carbono e 21g de grasas/lípidos.


Não percebo nada de dietas, mas 485 kcal deve ainda ser um bocado.


O que não interessa nada quando come-las me reconforta tanto. Deve ser do chocolate, ou então por serem bolachas que toda a gente come no Caminho, ou por se chamarem Príncipe. É bom ter um príncipe sempre disponível para nos alegrar.
Hoje a minha vénia vai para as bolachas Príncipe!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Projecto AP



Mostro hoje este vídeo como introdução ao meu projecto de Área de Projecto, em conjunto com a Geni e a Rosarinho.
Planeamos nestes 7 meses que dispomos em AP ajudar aqueles que não podem falar, não se podem defender nem fazer alguma coisa para melhorar as suas condições de vida. Nestes próximos 7 meses vamos falar pelos animais abandonados, por milhares de vítimas da crueldade humana.
Nunca te aconteceu estares a andar na rua e, de repente, vir ter contigo um animal abandonado, magríssimo, todo sujo e com um olhar a pedir mimo? Aposto que já. E olhaste bem para ele? Estendeste a mão para lhe fazer uma festa? Vieram-te as lágrimas aos olhos por não poderes fazer nada para o ajudar? Foste para casa com um nó no coração? Voltaste ao outro dia ao mesmo local com um bocado de água e ração à procura dele? Eu já, muitas vezes. Mas não chega.
Os animais abandonados são um problema para qual muito contribuiu o Homem. Milhares de animais são abandonados todos os anos porque os donos não pensaram que teriam de ter um sítio para os deixar durante as férias, ou porque se fartam deles, ou então porque se tornou demasiado caro te-los.
O que eu, a Efigénia e a Rosário pretendemos é alertar as pessoas para este fenómeno. Conscientalizá-las para a responsabilidade que é ter um animal de estimação e para os custos. Nem com os animais existe o "Amor e uma cabana". Ter um animal custa dinheiro, muito dinheiro. Ainda hoje fui com a Twigui, a minha cocker, ao veterenário só para ver se estava tudo bem e a minha mãe pagou 50€. Nem toda a gente tem possibilidades para isso.
Queremos, ao mesmo tempo, começar uma campanha de recolha de alimentos, materiais, medicamentos e até dinheiro. Tentaremos aliciar as pessoas para fazer voluntáriado e adoptar animais, em vez de os comprarem. Há tantos amigos de quatro patas à espera de alguém para os tirar do canil.

Pensem nisto. Se tiverem algum ideia, digam, por favor. Há coisas que podemos mudar. Esta é uma delas.


Ele nunca o abandonaria. E você, era capaz de fazer o mesmo?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Mankind is no island



A Sara Guedes hoje mostrou-nos este vídeo em Área de Projecto (disciplina para a qual, finalmente, estou entusiasmada!). Simplesmente não consigo parar de o ver. Fántastico! Vejam com atenção

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O que faz os dias

Duas pessoas muito queridas para mim estão hoje de parabéns.
A Bárbara, a minha eterna pequenina (apesar de ser maior que eu), faz hoje 16 aninhos. Ainda é mesmo pequenina :). E é, também, uma das provas vivas que a distância não apaga sentimentos. Mas ainda tenho saudades dos abraços matinais. Coisas que não se esquecem.
O professor José Rui também recebe hoje os parabéns. Hoje, ao felicitá-lo, só me vinha à cabeça que a minha vida seria totalmente diferente e, certamente, mais vazia, se os nossos caminhos nunca se tivessem cruzado. E, por isso, tenho a dizer obrigado!

A Zoé constatou hoje uma verdade absoluta: eu não sou uma menina. Boa Zuzu, descobriste o meu desânimo a fazer compras totalmente masculino! Há coisas em que dá jeito ser homem (como, por exemplo ,quando tentas vencer uma luta contra mim... coitada).

Também hoje, recuperei muitas boas musicas que tinha perdido do meu pc. Cansei de ser Sexy, Muse, Psapp, David Fonseca e Cat Power. Directamente da biblioteca musical de Nuno Correia.

É disto que se fazem os dias.

sábado, 19 de setembro de 2009

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

09'09

Hoje fui mandar revelar as fotografias do Caminho e, para minha grande surpresa, disseram-me que só estariam prontas na próxima quarta-feira. O que 1. me fez ir ao NorteShopping só para as por lá 2. me fez não as ter já e queria mesmo vê-las.
Há uma semana atrás chegámos a Santiago. Como é indescritível e denso chegar a Santiago. Cair de costas em cima da mochila, sentir a imensidão da catedral, abraçar os nossos companheiros, sem que nenhuma palavra tenha de ser dita para tudo se entender. Como é bom chegar e como custa partir. O coração fica cheio, tão cheio que nasce em mim uma energia inexplicável depois de tanto cansaço físico e psicológico.
Existe, e sempre existirá, o desafio de ser nos corredores, nas salas, na rua, em casa, resumidamente, na vida, o que fomos ao caminhar. Dar um sorriso a quem precisa, um abraço, a mão... o que for preciso. Se para mim é fácil faze-lo no Caminho, na vida ergue-se uma barreira não sei muito bem vinda de onde. São as máscaras, as sunday clothes.
Santiago pode parecer longe, geograficamente é, mas para mim é perto, muito perto. Porque o vejo em ti, companheiro de passos, de cansaço, de calor, de dores, de bolhas, de massagens terapéuticas, de albergues ou ginásios, de desconforto, de lágrimas, de desânimo, tantas vezes. Companheiro também de alegria, de canções, de sorrisos, de mãos dadas, de abraços, de palavras sussuradas, de Caminho. E por isso, e tanto mais, se me acompanhaste neste Caminho e em todos aqueles que não acabam em Santiago, que ainda decorrem, te tenho a dizer obrigado!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Sunday Clothes

O nome deste blog surgiu de uma tremenda falta de inspiração que me levou a vasculhar os meus cd's. A certo ponto, dei de caras com a banda sonora do Wall.E, cuja primeira música dá pelo nome de "Put on your sunday clothes".
Toda a gente sabe o que são sunday clothes. E porquê? Porque todos as usamos, às vezes nem Domingo é. Ou quase nunca é Domingo, o que se torna um pouco grave.
Eu uso muito sunday clothes ou, em bom português, roupas de Domingo. Dão jeito, muito. As roupas de Domingo é tudo o que se mostra ser, e não se é. O parecer sem ser de que tanto falava Eça de Queiroz (mas aposto que no ármario também tinha umas belas sunday clothes).
A minha roupa de Domingo é bonita e arranjada. Tem um sorriso equilibrado e simpático. É à prova de bala e nunca se molha. A minha roupa de Domingo não tem taus sobre o peito, nem no pulso. Faz questão de frisar que não se importa se lhe virarem as costas. É sarcástica e a roçar o mauzinho. A minha roupa de Domingo é profissional. Não gosta que lhe toquem ou se aproximem muito. Não aceita críticas nem observações.
A minha roupa de Domingo é usada e gasta.
Depois existe todo um guarda-roupa variadíssimo, nem todo bonito, nem arranjado e, muitas vezes, por usar. Mas está lá. E às vezes só isso basta.
A minha roupa de Domingo parece, o resto é. Mas não quer dizer que o resto não seja simpático, ou bonito, ou profissional, ou mau, ou sarcástico... ou tudo o que a minha roupa de Domingo é. Só não é tudo ao mesmo tempo. E por isso é que não dá tanto jeito como as sunday clothes.


Put on your Sunday clothes, there's lots of world out there
Já dizia a música. Mas, talvez, o Mundo fosse mais bonito sem elas