domingo, 29 de novembro de 2009

Banco Alimentar contra a fome


"Bom dia! Quer/ Deseja contribuir para o Banco Alimentar? Obrigada"


Estou cansada, mas feliz. Há coisas que valem mesmo a pena. Já sentia saudades de ver em tantos rostos a expressão de amor ao próximo.
A minha casa cheira a rabanadas. Hoje foi acessa a lareira pela primeira vez. A árvore já está montada, com as luzes postas. Os efeitos ficam para terça. Os sinais não mentem: Dezembro está mesmo à porta.

sábado, 28 de novembro de 2009

Between waves

(ontem a net não dava, então não tive oportunidade de postar este texto. Fica para hoje, fingindo que ainda é ontem)


Acabei de chegar a casa depois de uma tarde/noite fantástica. Sinto-me cheia, como quando acabamos uma boa refeição e nos sentamos no sofá, completamente satisfeitos. Porém, ao contrário do que acontece quando estamos de barriga cheia, não me sinto relaxada. Sinto-me eléctrica. Tudo o que compõe o meu sorriso viaja a 1000 km/h pela minha pele, saindo directamente do… cérebro. Eu ia dizer coração, mas lembrei-me de Psicologia, o que só por si não é bom sinal, a esta hora.
Tudo começou quando soube que havia picanha no Ábaco. Eu sei, patético. Contudo, o que vocês não sabem é o quanto gosto de picanha, ou quanto gosto de almoçar com o Marcelo e com o Pi, de os encher com a minha torrente de palavras e lançar gargalhas ao ar com as tão típicas respostas do Marci e as expressões do Pi.
Ter comido picanha foi um facto que mudou o rumo do meu dia, que, apesar de ter começado com Sol, se estava a revelar mais cinzento do que era de esperar, sem motivo aparente. Ou melhor, com motivos, no mínimo, idiotas, o que me estava a assustar.
De seguida, mudei a minha perspectiva da sala. Retirei-me do centro e fixei-me na periferia, à frente do meu raio de Sol. Como era de esperar, it was warm there (desculpem o inglês, mas warm era mesmo A palavra). Um dia hás-de me explicar como é que se torna tão fácil estar bem quando estou ao pé de ti.
Este post está a ser feito ao som de David Fonseca, obviamente. Enquanto escrevo, ele canta-me. Sim, canta-me. A principal razão para gostar tanto dele é sentir que o que ele escreve e canta tem parte de mim, apanha pedaços essenciais do que me identifica e descreve sentimentos que eu nunca conseguiria fazer passar cá para fora.
É óbvio que estou a ouvir David Fonseca porque a causa fulcral para o meu estado de espírito foi o seu “show-off” na FNAC do MarShopping, às 18:00. Eu, o Luís, a Renata, a Sófia e o Pi tivemos prazer em assistir juntos a esse breve, mas fantástico, momento. A simpatia dele é contagiante e o talento inquestionável. Quando entoou os primeiros versos, o meu espanto foi claro: é igual aos cd’s! O que se torna cada vez mais surpreendente, acreditem.
Ao concerto seguiu-se 1h de espera numa fila interminável para falar um pouco com este senhor da música portuguesa. Não o tratámos por senhor, porque o Luís perguntou logo se o podia tratar por tu, ao que o David respondeu: deves!
Vou passar à frente aquela parte em que fiquei a conversa toda (que ainda foi de duração considerável) com um sorriso demasiadamente aberto, a roçar o idiota, a beber as palavras do David Fonseca. Dêem-me um desconto, o homem é um dos meus ídolos musicais! O que não passo à frente é a oferta que lhe fizemos: uma lata de comida de gato, para alimentar a Amazing Cats, editora recentemente criada pelo próprio. Bem, não quero parecer presunçosa, mas ele adorou! É inegável que adorou! Aliás, até nos perguntou se podia por no Twitter. Parece-me que vou andar por lá de 5 em 5 minutos (ou não, visto que amanhã não paro em casa… mas só por isso).
Entretanto chegou a Zoé, chegou o jantar, chegou… Lua Nova! Não, não me vou por a falar sobre como o Robert Pattinson e o Taylor Lautner são lindos (apesar de serem) nem como a Bella às vezes é irritantemente monga (apesar de ser). Vou simplesmente dizer que adorei, que foi das melhores adaptações de livros a filmes que já vi e que há cenas que preferia não perceber tão bem. Sim, eu já vi vampiros e lobisomens, é o mais comum que há por aí.
Não costumo fazer do meu blog um diário. Ou, pelo menos, não costumo fazer dele tão directamente um diário. Mas hoje, hoje tinha de falar do que me “encheu”, de como me senti viva, de como tive consciência de cada parte que me constitui e de como, de repente, fui invadida por aquele estado de euforia, eléctrico.
Eléctrico é a palavra de hoje.



quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A beleza

"Se bem que soubesse que a reacção da Linny era perfeitamente desvairada, também sabia que o Teo não era nenhum trambolho. Mas sabia-o do mesmo modo que sei que George Washington foi o primeiro presidente dos Estado Unidos. Não duvidava, mas a beleza é uma coisa que não nos limitamos a conhecer objectivamente, também temos que a sentir (...)"


(O amor não espera à porta, Marisa de Los Santos)
De todas as vezes que já tentei explicar isto, nunca me ocorreu dizer que a beleza tem de se sentir. Mas é perfeito. Abençoado seja quem escreve!

PS: passem pelo DogMe! , fizemos um post do qual gosto muito.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Estado Novo

Hoje, fast-post. Há jogo no Dragão e o meu pai já está numa correria para ir embora.
Amanhã começamos a dar, em História, o Estado Novo. É uma matéria que sempre figurou entre as minhas favoritas de estudar. Pelo interesse, não por identificação, atenção.
Por isso, hoje resolvi postar este vídeo da Inaguração do Estádio Nacional, em 1944



Na banda sonora estão incluídos o hino da mocidade portuguesa e o hino nacional.
E mais não digo. Fica para amanhã
:)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Quase

Hoje, ao almoço, partilhei com alguns dos meus amigos qual era o meu maior medo. A Mónica ficou muito espantada com o que revelei e eu ainda mais com o espanto dela. Terei um medo assim tão peculiar?


Quase

Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

Assombro ou paz? Em vão ...Tudo esvaído
Num baixo mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor - quase vivido...

Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!

De tudo houve um começo...e tudo errou...
- Ai a dor de ser - quase, dor sem fim...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...

Momentos de alma que desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas nunca mais fixei...

Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...

Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...
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Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...


Mário Sá Carneiro

O meu maior medo é, algum dia, sentir este poema como meu e perceber o quanto falhei. Por isso, evito as falhas de todos os dias, de um modo que às vezes me esmaga e retrai. Mas que se há-de fazer? Os medos são assim, irracionais...

sábado, 21 de novembro de 2009

Círculo de fogo

Ontem, eu, o Nuno e o Luís Pedro fomos ver o espectáculo do Círculo de Fogo, a convite da Maria.
“O círculo de fogo é um grupo de alunos que desenvolve actividades com fogo de risco controlado”, segundo a definição que a Mia me deu. Mas, depois do que vi, é uma descrição que fica aquém do real. Tal como qualquer uma que pudesse dar.
Por momentos, tudo parou. Não interessava que estivesse frio, que estivesse sentada no chão do recreio da Soares ou que estivesse rodeada de pessoas tão diferentes de mim. Por momentos, só conseguia ter os olhos no fogo. O fogo nos arcos, a rodar, a consumir o ar em seu redor. O fogo ali tão perto, perigoso e apaixonante. A música, a lembrar a que se ouve nas feiras medievais, a desconstruir o tempo. Não existia tempo, não existia mais nada, além daquelas raparigas e rapazes a brincar com o fogo, a manejá-lo sem medo, com amor até.
E quando ela entrou, o meu peito encheu-se de orgulho. A Maria é mesmo um mundo. É o “outro lado”. Sempre foi.
Seguiram-se danças e moches, aglomerados de pessoas a darem a mão e a rodopiar juntas, a saltar, rir, cantar… Cheirou a liberdade. Eu não era da escola, mas que importava? Se estivesse no mesmo espírito para me divertir, seja bem-vinda!
Aqui ficam algumas fotos desta noite para recordar



quarta-feira, 18 de novembro de 2009

She's only happy in the sun


But if the sun sets you free
You'll be free indeed
She's only happy in the sun
(Ben Harper)
Que o Sol continue a iluminar o meu dia logo às 8h da manhã, quando abro a janela e vejo os seus raios trespassar as árvores. Que continue a iluminar "a folha", aquela com várias frases que considero as da minha vida, que serviu de capa do portfólio de português o ano passado, e o passpartout que a Babi me deu, com aquela fotografia onde estou com um sorriso do tamanho do Mundo e dela só se vêem os olhos azuis, de que tanto gosto.
Porque começar o dia assim faz-me sentir animada, livre e em paz. E dura, dura, dura...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Uma poça (de água)

Já pensaste no sentido metafórico que pode ter uma poça de água?

Uma poça de água são restos, é o que sobra depois de um dia de chuva. Passam as nuvens, o vento assolador, as pingas que escorram da face e se juntam ao pequeno rio que corre debaixo dos nossos pés. Porém, permanece aquela teimosa porção de ontem, como se o que passou sentisse a categórica vontade de se afirmar no presente.
Uma poça de água é inevitável. Sabemos que vai sempre existir, nem que o dia seguinte seja reino do mais abrasador Sol. Os restos são inevitáveis.
O nosso passado no meu presente é uma poça do que já não me prende, mas permanece para lembrar os dias cinzentos que se seguem, inevitavelmente, aos soalheiros.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Loucura

O Mundo é louco

(prof. Clara Falcão)


Parece cliché, mas nunca é demais dizer. O Mundo é louco, e não é de agora. Entretanto, vamos enlouquecendo com ele.

Por falar em loucura:

Dá para dar umas gargalhadas em dia de chuva (constante).

domingo, 15 de novembro de 2009

Benny

Tem energia até dizer chega. Só faz asneiras. Roí as coisas que mais gosto. Rouba-me os peluches e os chinelos para chamar a atenção. É mimada e invejosa, não nos pode ver fazer uma festa à Twigui. Acorda-me às 10h da manhã aos Domingos. Não me deixa estar em paz na cave a ver um filme ou a correr na passadeira (tem a mania de tentar subir para lá e ladrar). Não obedece às ordens de ninguém (só as vezes às do meu pai). É muito medricas. É capaz de levar qualquer um ao limite da paciência. É um pequeno (grande) monstrinho. Mas é quem me faz companhia enquanto estudo. É quem vê tV comigo, enroscada no sofá, a aquecer-me. É quem se atira para cima de mim quando chego a casa, como se não me visse há anos. É com quem não me inibo de ser o mais carinhosa que consigo. É quem eu adoro ver dormir, porque se assemelha a um autêntico peluche. É a minha Benny. Para ela, tenho um amor único e especial. Costumamos chamar-lhe Benny-ly, não sei porquê. Mas o LY adequa-se na perfeição.

Não sabemos bem em que data nasceu, porque o sítio onde a comprámos não foi propriamente uma bela loja de animais. Encontrámo-la numa daquelas lojas à subida para a serra da estrela, numa pequena jaula cá fora. O dono da loja contou-nos que alguém tinha morto a mãe e, sendo assim, as crias não tinham como ser amamentadas. Comiam as sobras. Ainda não sei como é que consegui convencer os meus pais a traze-la. Era uma bolinha de pêlo, super magra, e já nessa altura não parava quieta. Trouxemo-la em Dezembro, perto do Natal, e nessa altura disseram-nos que tinha um mês, mês e meio.
Por isso, é por volta destes dias que a Benny faz dois anos.
Com todas as suas características irracionais próprias de um cão, a Benny tornou-me mais humana e com um coração mais aberto. E isso não lhe vou conseguir nunca agradecer, nem com as mil festas diárias que recebe.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

"Escola: pendor de jornalismo cívico, fulgor dos direitos humanos















Ontem, às 7h no auditório do Colégio Luso-Francês, realizou-se uma conferência com o mote “Escola: pendor de jornalismo cívico, fulgor dos direitos humanos”. Foram convidados o Dr. Professor Daniel Serrão, médico português e especialista em ética da vida, e André Régio, director do Jornal Veris.
O tema inicial foi a apresentação do Jornal Veris, nome inspirado no padroeiro da freguesia de Paranhos, S. Veríssimo. Porém, e pelas palavras do próprio André Rangel, “esta publicação, embora pertença paroquial, não se delimita e encerra nela, pelo contrário, por força dos seus estatutos e objectivos, define-se e está registada na Entidade Reguladora da Comunicação como um órgão local e regional e, assim sendo, de carácter não exclusivo à temática religiosa.” (in http://www.jfparanhos-porto.org/gca/index.php?id=871 ). Trata-se de um jornal mensal recente, nascido a 24 de Janeiro deste ano, que, ontem à noite, apresentou ao CLF uma proposta de relação e coordenação. Foi oferecido à comunidade educativa um espaço reservado a artigos escritos pelos seus membros. O professor Daniel Serrão iria definir este espaço como “um espaço de futuro”, pelas oportunidades que proporciona. Foram apresentados exemplos como o de Fernando Pessoa e Maria Alberta Menéres.
Por outro lado, o CLF poderá funcionar como centro de divulgação deste jovem jornal, que, como muitos outros, precisa de visibilidade e, acima de tudo, de ser lido.
A intervenção do Professor Daniel Serrão debruçou-se não só no jornal veris, do qual é colaborador, mas simultaneamente na incontestável importância da leitura no nosso crescimento pessoal, intelectual e profissional. Como o Professor afirmou, “Quem não lê não vive fora de si”, pois falha a oportunidade de “construir um mundo através da leitura”, onde se encontram, invariavelmente, “representações da vida” e se alargam horizontes e conhecimentos.
De seguida, o rumo voltou-se para a temática dos Direitos Humanos. André Rangel apresentou a Amnistia Internacional, organização presente em Portugal. A Amnistia Internacional em Portugal tem como objectivo ser um modelo na promoção e defesa dos direitos humanos”, através da “investigação e acção destinadas à prevenção e combate dos graves abusos à integridade física e mental, à liberdade de consciência e de expressão, sobre o direito à não discriminação, no contexto de uma promoção de todos os Direitos Humanos, de forma eficiente, fiável e influente” (in http://www.amnistia-internacional.pt/ ). Fomos informados de um novo núcleo em Paranhos, cuja coordenação é da responsabilidade de André Rangel. O núcleo encontra-se em parceria com o Jornal Veris, através de uma secção dedicada aos Direitos Humanos. A apresentação será neste Sábado, dia 14, às 19h, no auditório da Junta de Freguesia de Paranhos. Os núcleos têm como missão interagir com a comunidade que os rodeia, promovendo sessões de esclarecimento, debates, apresentações, conferências, etc. Para ficarem mais esclarecidos sobre a sua acção, visitem http://aiporto.blogspot.com/.
Na sua segunda e última participação na conferência, o Professor Daniel Serrão dedicou-se à explicação da acção do Conselho da Europa, estrutura demarcada da União Europeia. Foi criado a 5 de Maio de 1949, pelo Tratado de Londres, assinado por dez Estados: Bélgica, Dinamarca, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Reino Unido e Suécia. É constituído por 47 países, tendo Portugal aderido a 22 de Setembro de 1976. Um dos seus principais fins é “defender os direitos do homem e a democracia parlamentar, e assegurar a preeminência do direito” (in http://www.coe.int/t/pt/com/about_coe/ ), e por isso a relação com o tema que estava a ser abordado na conferência. Todavia, enquanto a Declaração Universal dos Direitos dos Homens é “uma declaração de intenções”, como a define o Professor Daniel Serrão, sem “valor jurídico”, o Conselho da Europa distingue-se pela defesa de direitos objectivos e concretos, possuindo meios de coerção para punir aqueles que atentem contra estes. Para tal, conta com o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, ao qual qualquer cidadão dos estados-membros pode apresentar queixa se considerar que sofreu ou testemunhou a violação de algum dos Direitos do Humanos.


Considero ter sido uma conferência interessante e rica em novos conhecimentos, apresentados de modo claro e cativante. Desejo um futuro próspero ao jornal Veris, com a esperança que o CLF possa fazer parte integrante deste.


quinta-feira, 12 de novembro de 2009


No fundo, vocês são simplesmente um bando de formigas a atropelarem-se para tentar chegar primeiro. Nem sabem bem aonde, tem é de ser em primeiro. Esfolam-se entre a correria da hipocrisia e maldizem a quantidade de céu que nós temos para voar, porque só conseguem ver o chão que nunca chegaram a realmente sentir debaixo dos pés.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Parabéns Pai

Faz hoje 49 anos que o meu pai nasceu. Tive de ir confirmar com a minha mãe a data de nascimento dele, visto que a está sempre a aldrabar para eu achar que é mais novo.
Para mim, o meu é, acima de tudo, um alguém enorme. Não por ser claramente mais alto do que eu, mas por tudo aquilo que é e me faz ser. Tenho um orgulho imenso no meu pai.
É extraordinário o número de características que temos em comum: a persistência, a responsabilidade, o gosto pela leitura, o interesse por História, o valor que damos à palavra, a descontracção só em certos ambientes, a postura séria no geral, a maneira como respondemos à minha mãe quando ela fala durante muito tempo ("hm hm... hm hm" mas um "hm hm" igualzinho), a curiosidade, a particular capacidade de picar os outros, a exigência connosco e com os outros...
Também é verdade que divergimos em muitos casos, como na religião e na maneira como encaramos os problemas (o meu pai é muito racional e prático, eu sou mais sentimento), mas as discussões que temos ajudam-me a desenvolver capacidade argumentativa.
O meu pai pode parecer uma pessoa difícil e distante à primeira vista. Todavia, é essa impressão que me faz sorrir quando o vejo descontraído e a meter-se comigo. É aquele sentimento de ser das poucas a vê-lo como realmente é.
De tudo o que posso dizer sobre ele, nada iguala o simples facto de ser meu pai, meu protector e meu exemplo para toda a vida.

Parabéns, José Augusto Redondo :)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O Muro de Berlim


No 9ºano, aprendemos que o Muro de Berlim foi construído em 1961. Ensinaram-nos que dividiu a Alemanha entre capitalistas e socialistas, os primeiros liderados pela República Federal Alemã (RFA), os segundos pela República Democrata Alemã (RDA). Dizem-nos que este muro separou famílias e amigos, que muitos morreram ao tentar ultrapassá-lo e que outros tantos foram presos. Decoramos que caiu dia 9 de Novembro de 1989, depois de várias manifestações da população que, nesse dia à 20 anos atrás, subiu o muro e passou para o outro lado. Dão-nos várias definições para este muro: Cortina de Ferro, Muro da Vergonha...
Todavia, em dois anos de História A percebi que há muito mais a dizer sobre tudo o que dêmos anteriormente. E, sejamos sinceros, a minha memória não consegue absorver todos os pormenores das minhas aulas de sexta à tarde do 9ºano (sim, só tinha 90 minutos de História e era a última aula da semana. Enfim.).

Portanto, fica aqui o que eu sei sobre o muro de Berlim, com a expectativa de aprender muito mais este ano, tanto nas aulas como na série de reportagens que apareceram com a comemoração dos 20 anos.

Sabendo muito ou pouco sobre o Muro de Berlim, as duas imagens que vos mostro no inicio do post tocam a qualquer um: dois homens olham-se através do Muro; O que restou da maior parte do muro, atravessado hoje em dia por centenas de pessoas sem que estas se apercebam.

domingo, 8 de novembro de 2009

Fazem-me falta a intensidade e as montanhas russas. As cores e a agitação.
Tenho sede do incerto, da indefinição do amanhã. Já não posso com a rotina.
Preciso das dead lines, da correria, do tamanho exorbitante de tarefas.
Enjoo com a bonança. Acho que me afeiçoei à tempestade.
É como se, à minha frente, estivesse um Mundo cheio de vida, e eu presa à cadeira do cinema a ver tudo na tela, lá longe.
Tenho, acima de tudo, necessidade de estar irremediávelmente apaixonada pela vida. E isso não está a acontecer. Não tenho vontade de sair da cama.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O amor


Prof Joaquim: "O que é que vos faz levantarem-se da cama todos os dias?"
Filipa: "O amor"

Abril (?) de 2008, momento de oração
Hoje lembrei-me deste momento, que parece ser de há muito muito tempo atrás.
E a ti, o que é que te faz levantar da cama?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O nosso Verão

Ontem a Babi mandou-me as poucas mas fantásticas fotografias dos dias que estivemos na Costa Nova. Foi bom recordar e, acima de tudo, perceber o pouco valor que damos a alguns momentos enquanto os vivemos.
Agora vejo as grandes férias que tive, as melhores de sempre. Muito devem aos lugares, ao tempo, ao descanso, às aventuras, às asneiras, à liberdade... mas devem quase tudo às pessoas com quem as partilhei. Desde os dias no Porto, em Aveiro, no Intra-rail, em Caminha (bis), na Costa Nova, em Lagos, no Caminho... meu Deus, fiz TANTA coisa! Com tanta gente! Fortaleci tantos laços e criei outros tantos. Destribuiu tantos sorrisos. Também derramei muitas lágrimas, mas ergui-me do lago que criei.

Cada vez mais me apercebo que a vida é demasiado curta e que o tempo passa demasiado depressa. Sei que toda a gente está farta de ouvir isto, mas então porque é que se ve tanto desperdício de dias?
Parar é morrer, sempre foi uma directriz na minha vida.

Passado mês e meio desde o fim das férias, encontrei a música que melhor se adequa a esses fantásticos dois meses e meio.


Faz-me lembrar os bons momentos que passei e as pessoas que estiveram ao meu lado, a desenhá-los. O que mais me enche o coração é saber que tudo o que construímos não acabou com as férias e, muito provavelmente, não acabará com o passar dos anos.

domingo, 1 de novembro de 2009

Eu sei




"Amar não é olhar-se mutuamente, é olhar em conjunto, na mesma direcção"

A. Saint Exupéry
Sempre que olho para trás, lá estás tu. Nunca te cansas?
Eu sei que não.
É saber as coisas que muda tudo, que torna o que nós temos numa relação que mais ninguém tem.
Temos riscas de cores diferentes, mas lá que, na sua essência, são riscas, são.

All I need



And If what we got, it's what no one can break
I know I love you
And that's all we can take