domingo, 31 de janeiro de 2010

31 de Janeiro


Há 119 anos, deu-se a primeira tentativa de implantação da República. Foi no Porto que teve lugar este grito de revolta contra uma monarquia mergulhada numa crise financeira e de valores, com a qual o povo já não se sentia identificado, e sim traído desde o Ultimato Inglês, em 1890.
A República só viria a ser instaurada a 5 de Outubro de 1910, há precisamente 100 anos atrás. Porém, não devemos esquecer, muito menos os Portuenses, que os primeiros sinais vieram do Norte, da nossa Invicta cidade, que, como ontem declarou Pedro Abrunhosa no Coliseu do Porto, "nunca se deixou dominar".

sábado, 30 de janeiro de 2010

Thank God for...

Se eu soubesse cantar, fazia uma música com o título Thank God For... e ia completando-a à medida que a recebia na minha vida o que agradecer. Como não sei, nunca poderão ouvir esse belo projecto.

Se eu escreve-se a Thank God For... para esta semana, agradeceria à música, à corrida, aos meus maravilhosos amigos, à professora Clara e ao professor Zé António por não terem feito testes complicados, a todos os miúdos do 5º e 6ºano que compraram rifas do DogMe!, ... agradeceria por uma semana em que cheguei ao fim sentindo que consegui realizar o que queria.



Mas, se eu escreve-se a Thank God For... para este Sábado, seria



Thank God for Pi

Honras a raça :)


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010


“Nunca mais, nunca mais um ensino xenófobo, nunca mais um sentimento de superioridade, nunca mais um pretexto divino para matar, assassinar e ignorar a lei e nunca mais a ignorância das ditaduras sedentas de sangue que se escondem atrás da demagogia”.


Discurso perante o parlamento alemão no dia Internacional das Vítimas do Holocausto, de Shimon Peres, presidente israelita

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

"Água fria da ribeira, água fria que o Sol aqueceu..."

(Não havia era Sol!)
Primeiro cheiro a Caminho: um baninho de água gelada. Depois de cinco meses sem banho de água fria, os canos da minha rua pensaram: menina, estás muito mal habituada. Toma lá um baninho daqueles bons do Caminho para te começares a ambientar.
É fascinante (ou fascizante...?) como nos podemos rir dos imprevistos de cada dia.

The shape of my heart


I know that the spades are swords of a soldier
I know that the clubs are weapons of war
I know that diamonds mean money for this art
But that's not the shape of my heart

And if I told you that I loved you
You'd maybe think there's something wrong
I'm not a man of too many faces
The mask I wear is one

Those who speak know nothing
And find out to their cost
Like those who curse their luck in too many places
And those who fear are lost


Ontem ouvi esta música nos Ídolos e não me sai da cabeça desde aí. Fica-me na cabeça a pergunta What is the shape of my heart?
Não sei qual é, mas sei qual não é. Por agora chega-me.


(O que é que eu estou a fazer aqui? Tenho um Pós-Guerra inteiro para rever! Ai, vida de estudante...)

domingo, 24 de janeiro de 2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O desafio é...

Cruzei-me com um pequeno texto escrito na véspera da partida para o Caminho de Setembro, o meu segundo Caminho.

(...) Depois, sinto-me mais preparada. Já sei em parte o que me espera:quanto se anda, regular o esforço, organizar as coisas no albergue, ter animo e espírito de sacrifício e, principalmente, saber sorrir às dificuldades. Mas esse não será o maior desafio.
O maior desafio é ser a luz que ilumina e não a escuridão à espera de luz. Se pensar bem, acaba por ser o maior desafio que podemos ter, principalmente se não nos sentirmos no nosso melhor. Se a luz de alguém... poderá existir algo que nos orgulhe mais? Durante a vida todos seremos um pouco dos dois. A dificuldade é não deixar a escuridão tomar a maior parte dos nossos dias.
(...) Penso em todas as minhas luzes, em todos os sorrisos que me deram. As maravilhas do meu Mundo, 'Something worth fighting for". Sem dúvida!
Por isso digo a mim mesma que não serei só luz, mas sim Sol. Por mim, pelas minhas luzes, pelo Mundo.
Para nunca mais esquecer...
Um desafio para a vida.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Monólogo ao espelho


Mulher estranha, quem és tu? O que tens para me contar? Que nome te deram? Que nomes sussurras? Que nomes arrumas? Que histórias contas? Que montanhas moveste? Com que nuvens sonhaste?
Mulher estranha, não me respondes. Dás-me distância, mas consigo ouvir o teu coração bater furiosamente. Pressinto a tua contenção quando desvias os olhos para o chão. Não, não vejo fraqueza nessa fuga. Vejo o medo de te denunciares. O corpo não precisa de palavras. O corpo que não consegues controlar coloca-te em riso permanente de exposição.
Não me responde, e só eu sei o quanto isso é estranho. Tu, adoradora de palavras, manténs-te muda. A tua grande arma torna-se inútil perante a ingente tarefa de remexer no lixo. Os teus olhos balançam quando menciono o lixo. Quase te sinto murmurar que ninguém tem de falar do lixo de ninguém.
Todavia, as dúvidas não são lixo. As dúvidas são caminho para as certeza, se estiveres disposta a desenrolar-te de ti mesma e explorá-las.
Tal como a coragem não existe sem o medo (a grande coragem, pelo menos), também a maior certeza só se alcança depois de se abaterem todas as dúvidas.
Não sabias? Ainda tens muito a aprender.
Baixas a cabeça.
Mulher estranha, não chores. Afinal, ainda és só uma menina. Ainda há tempo. Esboça um sorriso. Ainda há tempo.



segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

domingo, 17 de janeiro de 2010

Coincidências

Coincidência: acto ou efeito de coincidir; simultaneidade; acaso

Uma coincidência é isso mesmo. Algo simultâneo, fruto do acaso. Aconteceu porque? Não tem razão, foi uma casualidade.
As coincidências têm a sua piada. Porém, não se devem vestir as coincidências com o manto do destino. Até porque a minha vida escrevo-a eu.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A exactidão não é a verdade

Excerto do Prefácio do Catálogo da Exposição de Filadélfia, 1948

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010


Falta um mês para o Caminho. É tempo de pegar num papel e fazer a lista do que levar na mochila (nem sei como é que ainda não o fiz!), e de contar os dias que faltam. Tempo para ter a ansiedade colada à pele, de ver e rever fotografias. Tempo, acima de tudo, de preparar o coração, de nos apercebermos que “The only baggage you can bring is all that you can’t leave behind” (U2).

Já sinto aquele sorriso feito só de verdade a aflorar-me o rosto

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Justiça como profissão ou ilusão?

Jústiça, Marília Chartune

Chegados ao 12ºano, é altura, em última instância, de pensar o que queremos seguir na Faculdade. Aliás, primeiro teremos de pensar se queremos ir para o ensino superior, uma questão que é sempre importante por a nós próprios.


Na segunda, não há dúvidas: claro que quero ir para a Faculdade. Antes de mais por achar que ainda não estou preparada para entrar no mundo do trabalho e depois porque gosto de estudar. É verdade, apesar de muitas vezes amaldiçoar os livros e sonhar com férias, a verdade é que aprender é uma sede que nunca consigo saciar, para o bem e para o mal.


Ultrapassada essa primeira etapa de decisão do meu futuro, foco-me no curso a seguir. Caramba, há tantos! Eu não sei exactamente como era há uns anos atrás, mas a sensação que tenho é que os cursos proliferam e os empregos mingam, o que me parece contraditório.

Já tive a certeza de que profissão queria para mim. A partir dos 12 anos, penso eu, já me podiam ouvir dizer que queria ser advogada. Porque trabalham na Justiça, porque dizem que tenho capacidade argumentativa, porque são cultos, porque... porque...

Os meus pais ficaram imensamente aliviados, tendo em conta que antes queria ser professora de Educação Física ou Treinadora de Futebol. Se há quem sonhe em ser cabeleireira, eu fazia juz à minha personalidade maria-rapaz.

Porém, eu cresci, e a ideia cresceu comigo. O facto de crescer fez-me olhar mais à volta, aperceber-me que havia muitas mais opções que encaixavam em mim e que o mundo da advocacia às vezes tem muito pouco haver com justiça.

Mesmo assim, é a profissão que mais me atraí e se, por um lado, sei que me irei desiludir quando a vir por dentro, por outro, também sei que sou capaz de mudar alguma coisa. Sou capaz de mudar a vida de alguém. Sou capaz de ser justa.

O meu pai diz que tenho um grande sentido de justiça. Gosto de acreditar que sim e, ainda mais, gosto que ele ache isso.

Claro que há inconvenientes, como o curso não me parecer o mais aliciante de todos, ou o meu temperamento tempestivo quando ponho o coração numa causa. Não é assim tão bom como pode parecer, porque isso muitas vezes traduz-se em raiva/frustração, que é a única coisa que, inevitavelmente, me faz chorar rios de lágrimas. Só a imagem de mim, num tribunal, a defender um cliente e a sentir-me indignada a tal ponto com as alegações do outro advogado que desate a chorar dá-me, ao mesmo tempo, um nó na barriga e a visualização de uma situação bastante cómica.


Tento pensar que, se vir que aquilo não é mesmo para mim, sempre posso recuar e pensar noutra coisa. Todavia, esse é um percalço que ninguém deseja ter. Ocorre-me uma frase que há tempos li sobre o meu signo: "De ideias fixas... até as mudar". Pode parecer idiota, mas é mesmo assim. Eu tenho ideias, objectivos e caminhos indiscutíveis, até ao dia...


Entretanto, penso no que dizem sobre a Justiça: que é complexa. Eu tento simplificá-la, mas todos sabemos que nem Kant deveria conseguir seguir a sua rígida doutrina moral.

domingo, 10 de janeiro de 2010


Neste quarto não mora a morte, mas sim a eternidade


Não sei quanto mais tempo irei conseguir continuar a recordar. Um dia, os teus pormenores irão fugir-me como tu, lentamente. A tua casa já não será mais um pequeno palácio meu, cheio de ti e cheio das histórias que me contaste e daquelas que ficaram por contar.
Não sei quanto tempo isso demorará a acontecer, nem sei se, um dia, esta data me irá passar despercebida. Aí saberei a exacta crueldade do tempo.
Até lá, sorrio por saber ainda o teu cheiro, as tuas palavras para cada situação, o som do teu sino a badalar no Natal, os jogos que fazias comigo.
Sorrio ainda mais por saber que há uma coisa que nunca me irei esquecer: o dia em que atribuiu o calor de um raio de Sol a bater-me na cara à tua presença e como, a partir daí, a dor da saudade se encheu de luz. O dia em que te tornaste eterno. Posso-me esquecer dos pormenores, mas de ti nunca.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

As amarras


O que nos amarra? O que nos impede de fazer o que a vontade grita? O que nos inibe de arriscar, de tentar?
Nobody knows
Irrito-me constantemente comigo mesma. Vejo-me a adiar as minhas decisões, a calar a ousadia e a fugir de terreno desconhecido, terra que sabe bem pisar, mas que me assusta pela nudez a que me expõe. Não gosto que saibam que quero pisar aquela terra.
Não quero que saibam o que faço em sonhos, quando não sou marioneta do medo e do receio. Essa transparência não combina com os meus muros. São maravilhosas as coisas que vejo, são maravilhosas as coisas que anseio conhecer e explorar. É esmagador o medo de o fazer.
Entre trambolhões provocados pela dualidade do que faço e do que quero, acabo o dia com o coração pequenino, uma nuvem de neura a pairar sobre mim e um único pensamento: És mesmo estúpida, Filipa Redondo.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Salvador Sobral e a teoria de halo

Primeiro de tudo, quero corrigir uma coisa do meu último post. O número de pessoas a dar-me a guitarra não foi 10, mas sim 19! E para que ninguém se sinta substimado por não ver o seu nome lá (não é, Piiii?) até coloco uma lista:

*Luisinha
*Costa
*Luís Filipe
*Ana Isabel
*Raquel
*Orquídea
*Ana Luísa
*Ana Filipa
*Sofia
*Marcelo
*Maria Gaspar
*Ana Catarina
*Teresa
*Pi
*Nuno
*Rosário
*Esteves
*Ana João
*Geni

Mais uma vez, obrigado a todos :).

Passando ao tema de hoje. O Salvador saiu dos Ídolos! Nunca falei aqui deste concurso até agora, mas vejo regularmente (hm... todas as galas...) e acordei com a Bárbara que o Salvador era o "meu rapaz" e o "dela" era o Filipe (o que não faz com que não admire a voz rouca e poderoso deste portuense).
O Salvador é um exemplo fantástico de como as primeiras impressões ficam marcadas. Como é estudante de Psicologia, saberia logo do que estava a falar. Hoje estudei um dos processos de cognição social, as impressões, e numa dada parte da matéria falava da "teoria de halo", de Thurstone. Esta teoria dita que "criada uma impressão global sobre uma pessoa tendemos a captar características que confirma a impressão formada". O que significa que se, ao conhecer alguém, ficar com a impressão que é uma pessoa simpática, vou dar relevância aos indícios que, futuramente, irão comprovar a minha indução ou, por outro lado, tender a ignorar aqueles que forem contra a minha impressão inicial.
Quando vi entrar no casting um rapaz de estatura alta, camisola larguíssima de uma pizzaria e um ar trapalhão, pensei: Uau, é mesmo fofo! Parece um urso de peluche gigante!
A maneira como cantava tinha algo de diferente. Não tinha um vozeirão, mas usava a voz que tinha e tornava agradável ouvi-lo cantar. Tinha carisma e atitude. Lembro-me perfeitamente de dizer ao Luís Filipe: Olha, este agora é mesmo fofo. É grande e trapalhão, faz umas caras mesmo engraçadas.
No segundo casting, quase saiu. Teve a idiota ideia de cantar a mesma coisa que da primeira vez. Foi por pouco, Salvador.
Porém, depois encantou nas duas primeiras galas com Sunday Morning e Crazy Little Thing Called Love.
Seguindo a "teoria de halo", quando foi descendo de qualidade nas duas galas seguintes, eu ignorei tal facto porque era o Salvador, o divertido e pateta Salvador. Até a sua paixão pelo Benfica (-.-) foi ignorada.
Ontem, quando voltou a subir de qualidade, saiu! Não achei justo nem achei possível, porque ele era dos que tinha mais apoio do público.

Vou sentir falta do jeitinho especial deste Lisboeta de encher o palco, da animação na voz dele e do seu lado romântico, que ainda nos permite sonhar que existem mais rapazes assim. A Zoé compreende-me!
Enfim, acabo o meu momento de dissertação sobre os Ídolos com Sunday Morning, Salvador Sobral:


domingo, 3 de janeiro de 2010

A minha guitarra


Apresento-vos o Adriano, a minha guitarra. Quando o Nuno Correia me entregou esta pequena preciosidade vieram-me as lágrimas aos olhos. Naquela altura, nunca pensei que iria ter uma guitarra. Uns meses antes tinha conseguido convencer os meus pais a dar-me uma nos meus anos, mas, entretanto, perdi o meu computador e a prioridade passou a ser ter um novo. A guitarra ficou esquecida, pensei eu.
Porém, o fantástico Nuno não se esqueceu e reuniu mais nove amigos para me conseguir dar o que tanto queria. No dia 26 de Maio de 2009, dia em que completei 17 anos, tive-a pela primeira vez nas mãos.
Nas semanas seguintes, a Maria Gaspar tentou ensinar-me a tocar a "Sorte Grande". Completo desastre. Precisava de aulas, já que, como rapidamente percebi, não tinha talento natural para a música. Secretamente já sabia isso.
Por isso mesmo é que tocar guitarra é tão desafiante para mim. "Quando não se tem talento, treina-se", disse-me o Rui. É o que tenho feito desde Outubro, quando começei a ter aulas uma vez por semana.
Hoje, sentei-me no sofá da sala com a casa em silêncio. Coloquei a guitarra exactamente como se pode ver na fotografia (apesar de não ser de hoje) e começei a tocar. Consegui tocar tudo o que aprendi até agora direitinho. O meu peito encheu-se de orgulho. "Tomá lá! Com treino tudo se consegue!", pensei, vitoriosa.
Adoro a minha guitarra. Adoro tocar, apesar de ter tanta dificuldade no início de cada coisa nova. Adoro que me desafie a cada nota e, acima de tudo, que abra os meus horizontes a um mundo pelo qual me desinteressei por muito tempo: o dos instrumentos musicais.
Não sou uma especialista em guitarra, nem nunca serei. Nunca irei entreter uma pequena multidão ao tocar, pois não me sinto confiante o suficiente. Nunca irei saber tocar algo só de ouvido, como já vi o pai da Mia fazer e ela própria. Não, nunca irei ser assim tão boa. Mas isso não importa. Tal como é positivo sabermos os nossos trunfos, também o é sabermos os nossos limites. Sei os meus e desafio-os constantemente. Que piada teria viver sem isso?
Hoje vi "Super-Homem, O Regresso".

Will I see you around?
I'm always around. Goodnight, Lois

sábado, 2 de janeiro de 2010

New Year's Day

Continua a surpreender-me a importância que as pessoas dão ao Ano Novo. Se pensarmos bem, mudar de ano não muda nada. É algo cíclico que acontece para satisfazer o calendário que inventámos. Na verdade, são outros os momentos que marcam uma mudança na nossa vida.

Pensando em 2010, sei à partida que terei de enfrentar uma grande mudança em Setembro, quando entrar na faculdade. Espero também sentir alguma diferença ao passar de 17 para 18 anos, apesar de saber que não é o B.I. que define isso.


Temos 12 desejos à nossa escolha, certo? Só tenho um para este ano: ser una

Resolução? Fazer uma coisa de cada vez.