terça-feira, 13 de abril de 2010

A minha cadela Twigui faz 14 anos. Tristemente, só consigo pensar que isso já é muito tempo.

Hoje foi um dia (in)tenso, que me fez ainda mais pensar na condição humana. Desde que reli o Um Homem Não Chora que me surge cada vez com mais frequência a imagem de um palco em que todos os nós somos personagens, seguindo guiões que não escrevemos e, tantas vezes, não aceitamos. Presos num jogo que nenhum de nós se lembra de ter inventado, mas que todos jogamos.
Não é idiota? Eu acho.

É preciso manter as aparências, repete a Fernanda ao longo da narração de Um Homem Não Chora. Manter as aparências... aceitar mentiras, esboçar sorrisos falsos, abafar a verdade... tudo pelas aparências. É como viver numa bolha. E se ela rebentar? Não está bem, vão apressar-se a dizer.

Escrito parece um nonsense. Todavia, passa-me constantemente pelo pensamento e faz-me ter como reflexo uma marioneta.

O mundo é dos que sabem jogar, idiota, não dos adolescentes nem dos puros… Entra no jogo do dia-a-dia, palerma. Sempre terás a consolação de pensar que tu, pelo menos, tens consciência de que se trata dum jogo.

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