
O que nos amarra? O que nos impede de fazer o que a vontade grita? O que nos inibe de arriscar, de tentar?
Nobody knows
Irrito-me constantemente comigo mesma. Vejo-me a adiar as minhas decisões, a calar a ousadia e a fugir de terreno desconhecido, terra que sabe bem pisar, mas que me assusta pela nudez a que me expõe. Não gosto que saibam que quero pisar aquela terra.
Não quero que saibam o que faço em sonhos, quando não sou marioneta do medo e do receio. Essa transparência não combina com os meus muros. São maravilhosas as coisas que vejo, são maravilhosas as coisas que anseio conhecer e explorar. É esmagador o medo de o fazer.
Entre trambolhões provocados pela dualidade do que faço e do que quero, acabo o dia com o coração pequenino, uma nuvem de neura a pairar sobre mim e um único pensamento: És mesmo estúpida, Filipa Redondo.
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