sexta-feira, 13 de novembro de 2009

"Escola: pendor de jornalismo cívico, fulgor dos direitos humanos















Ontem, às 7h no auditório do Colégio Luso-Francês, realizou-se uma conferência com o mote “Escola: pendor de jornalismo cívico, fulgor dos direitos humanos”. Foram convidados o Dr. Professor Daniel Serrão, médico português e especialista em ética da vida, e André Régio, director do Jornal Veris.
O tema inicial foi a apresentação do Jornal Veris, nome inspirado no padroeiro da freguesia de Paranhos, S. Veríssimo. Porém, e pelas palavras do próprio André Rangel, “esta publicação, embora pertença paroquial, não se delimita e encerra nela, pelo contrário, por força dos seus estatutos e objectivos, define-se e está registada na Entidade Reguladora da Comunicação como um órgão local e regional e, assim sendo, de carácter não exclusivo à temática religiosa.” (in http://www.jfparanhos-porto.org/gca/index.php?id=871 ). Trata-se de um jornal mensal recente, nascido a 24 de Janeiro deste ano, que, ontem à noite, apresentou ao CLF uma proposta de relação e coordenação. Foi oferecido à comunidade educativa um espaço reservado a artigos escritos pelos seus membros. O professor Daniel Serrão iria definir este espaço como “um espaço de futuro”, pelas oportunidades que proporciona. Foram apresentados exemplos como o de Fernando Pessoa e Maria Alberta Menéres.
Por outro lado, o CLF poderá funcionar como centro de divulgação deste jovem jornal, que, como muitos outros, precisa de visibilidade e, acima de tudo, de ser lido.
A intervenção do Professor Daniel Serrão debruçou-se não só no jornal veris, do qual é colaborador, mas simultaneamente na incontestável importância da leitura no nosso crescimento pessoal, intelectual e profissional. Como o Professor afirmou, “Quem não lê não vive fora de si”, pois falha a oportunidade de “construir um mundo através da leitura”, onde se encontram, invariavelmente, “representações da vida” e se alargam horizontes e conhecimentos.
De seguida, o rumo voltou-se para a temática dos Direitos Humanos. André Rangel apresentou a Amnistia Internacional, organização presente em Portugal. A Amnistia Internacional em Portugal tem como objectivo ser um modelo na promoção e defesa dos direitos humanos”, através da “investigação e acção destinadas à prevenção e combate dos graves abusos à integridade física e mental, à liberdade de consciência e de expressão, sobre o direito à não discriminação, no contexto de uma promoção de todos os Direitos Humanos, de forma eficiente, fiável e influente” (in http://www.amnistia-internacional.pt/ ). Fomos informados de um novo núcleo em Paranhos, cuja coordenação é da responsabilidade de André Rangel. O núcleo encontra-se em parceria com o Jornal Veris, através de uma secção dedicada aos Direitos Humanos. A apresentação será neste Sábado, dia 14, às 19h, no auditório da Junta de Freguesia de Paranhos. Os núcleos têm como missão interagir com a comunidade que os rodeia, promovendo sessões de esclarecimento, debates, apresentações, conferências, etc. Para ficarem mais esclarecidos sobre a sua acção, visitem http://aiporto.blogspot.com/.
Na sua segunda e última participação na conferência, o Professor Daniel Serrão dedicou-se à explicação da acção do Conselho da Europa, estrutura demarcada da União Europeia. Foi criado a 5 de Maio de 1949, pelo Tratado de Londres, assinado por dez Estados: Bélgica, Dinamarca, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Reino Unido e Suécia. É constituído por 47 países, tendo Portugal aderido a 22 de Setembro de 1976. Um dos seus principais fins é “defender os direitos do homem e a democracia parlamentar, e assegurar a preeminência do direito” (in http://www.coe.int/t/pt/com/about_coe/ ), e por isso a relação com o tema que estava a ser abordado na conferência. Todavia, enquanto a Declaração Universal dos Direitos dos Homens é “uma declaração de intenções”, como a define o Professor Daniel Serrão, sem “valor jurídico”, o Conselho da Europa distingue-se pela defesa de direitos objectivos e concretos, possuindo meios de coerção para punir aqueles que atentem contra estes. Para tal, conta com o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, ao qual qualquer cidadão dos estados-membros pode apresentar queixa se considerar que sofreu ou testemunhou a violação de algum dos Direitos do Humanos.


Considero ter sido uma conferência interessante e rica em novos conhecimentos, apresentados de modo claro e cativante. Desejo um futuro próspero ao jornal Veris, com a esperança que o CLF possa fazer parte integrante deste.


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