Tem energia até dizer chega. Só faz asneiras. Roí as coisas que mais gosto. Rouba-me os peluches e os chinelos para chamar a atenção. É mimada e invejosa, não nos pode ver fazer uma festa à Twigui. Acorda-me às 10h da manhã aos Domingos. Não me deixa estar em paz na cave a ver um filme ou a correr na passadeira (tem a mania de tentar subir para lá e ladrar). Não obedece às ordens de ninguém (só as vezes às do meu pai). É muito medricas. É capaz de levar qualquer um ao limite da paciência. É um pequeno (grande) monstrinho. Mas é quem me faz companhia enquanto estudo. É quem vê tV comigo, enroscada no sofá, a aquecer-me. É quem se atira para cima de mim quando chego a casa, como se não me visse há anos. É com quem não me inibo de ser o mais carinhosa que consigo. É quem eu adoro ver dormir, porque se assemelha a um autêntico peluche. É a minha Benny. Para ela, tenho um amor único e especial. Costumamos chamar-lhe Benny-ly, não sei porquê. Mas o LY adequa-se na perfeição.Não sabemos bem em que data nasceu, porque o sítio onde a comprámos não foi propriamente uma bela loja de animais. Encontrámo-la numa daquelas lojas à subida para a serra da estrela, numa pequena jaula cá fora. O dono da loja contou-nos que alguém tinha morto a mãe e, sendo assim, as crias não tinham como ser amamentadas. Comiam as sobras. Ainda não sei como é que consegui convencer os meus pais a traze-la. Era uma bolinha de pêlo, super magra, e já nessa altura não parava quieta. Trouxemo-la em Dezembro, perto do Natal, e nessa altura disseram-nos que tinha um mês, mês e meio.
Por isso, é por volta destes dias que a Benny faz dois anos.
Com todas as suas características irracionais próprias de um cão, a Benny tornou-me mais humana e com um coração mais aberto. E isso não lhe vou conseguir nunca agradecer, nem com as mil festas diárias que recebe.
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