sábado, 28 de novembro de 2009

Between waves

(ontem a net não dava, então não tive oportunidade de postar este texto. Fica para hoje, fingindo que ainda é ontem)


Acabei de chegar a casa depois de uma tarde/noite fantástica. Sinto-me cheia, como quando acabamos uma boa refeição e nos sentamos no sofá, completamente satisfeitos. Porém, ao contrário do que acontece quando estamos de barriga cheia, não me sinto relaxada. Sinto-me eléctrica. Tudo o que compõe o meu sorriso viaja a 1000 km/h pela minha pele, saindo directamente do… cérebro. Eu ia dizer coração, mas lembrei-me de Psicologia, o que só por si não é bom sinal, a esta hora.
Tudo começou quando soube que havia picanha no Ábaco. Eu sei, patético. Contudo, o que vocês não sabem é o quanto gosto de picanha, ou quanto gosto de almoçar com o Marcelo e com o Pi, de os encher com a minha torrente de palavras e lançar gargalhas ao ar com as tão típicas respostas do Marci e as expressões do Pi.
Ter comido picanha foi um facto que mudou o rumo do meu dia, que, apesar de ter começado com Sol, se estava a revelar mais cinzento do que era de esperar, sem motivo aparente. Ou melhor, com motivos, no mínimo, idiotas, o que me estava a assustar.
De seguida, mudei a minha perspectiva da sala. Retirei-me do centro e fixei-me na periferia, à frente do meu raio de Sol. Como era de esperar, it was warm there (desculpem o inglês, mas warm era mesmo A palavra). Um dia hás-de me explicar como é que se torna tão fácil estar bem quando estou ao pé de ti.
Este post está a ser feito ao som de David Fonseca, obviamente. Enquanto escrevo, ele canta-me. Sim, canta-me. A principal razão para gostar tanto dele é sentir que o que ele escreve e canta tem parte de mim, apanha pedaços essenciais do que me identifica e descreve sentimentos que eu nunca conseguiria fazer passar cá para fora.
É óbvio que estou a ouvir David Fonseca porque a causa fulcral para o meu estado de espírito foi o seu “show-off” na FNAC do MarShopping, às 18:00. Eu, o Luís, a Renata, a Sófia e o Pi tivemos prazer em assistir juntos a esse breve, mas fantástico, momento. A simpatia dele é contagiante e o talento inquestionável. Quando entoou os primeiros versos, o meu espanto foi claro: é igual aos cd’s! O que se torna cada vez mais surpreendente, acreditem.
Ao concerto seguiu-se 1h de espera numa fila interminável para falar um pouco com este senhor da música portuguesa. Não o tratámos por senhor, porque o Luís perguntou logo se o podia tratar por tu, ao que o David respondeu: deves!
Vou passar à frente aquela parte em que fiquei a conversa toda (que ainda foi de duração considerável) com um sorriso demasiadamente aberto, a roçar o idiota, a beber as palavras do David Fonseca. Dêem-me um desconto, o homem é um dos meus ídolos musicais! O que não passo à frente é a oferta que lhe fizemos: uma lata de comida de gato, para alimentar a Amazing Cats, editora recentemente criada pelo próprio. Bem, não quero parecer presunçosa, mas ele adorou! É inegável que adorou! Aliás, até nos perguntou se podia por no Twitter. Parece-me que vou andar por lá de 5 em 5 minutos (ou não, visto que amanhã não paro em casa… mas só por isso).
Entretanto chegou a Zoé, chegou o jantar, chegou… Lua Nova! Não, não me vou por a falar sobre como o Robert Pattinson e o Taylor Lautner são lindos (apesar de serem) nem como a Bella às vezes é irritantemente monga (apesar de ser). Vou simplesmente dizer que adorei, que foi das melhores adaptações de livros a filmes que já vi e que há cenas que preferia não perceber tão bem. Sim, eu já vi vampiros e lobisomens, é o mais comum que há por aí.
Não costumo fazer do meu blog um diário. Ou, pelo menos, não costumo fazer dele tão directamente um diário. Mas hoje, hoje tinha de falar do que me “encheu”, de como me senti viva, de como tive consciência de cada parte que me constitui e de como, de repente, fui invadida por aquele estado de euforia, eléctrico.
Eléctrico é a palavra de hoje.



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