O Pino, 26 de Fevereiro de 2009.
A oração tinha sido preparada pela Inês Viterbo e por mais duas pessoas que, peço desculpa, não recordo quem era. Se me lembro da Inês, é porque o que ela disse me marcou para sempre e é sobre isso mesmo que hoje dedico o meu post.
Já caminhávamos desde dia 21 de Fevereiro. Ainda consigo (re)sentir na pele o cansaço. Físico sim, que o meu joelho não perdoou o esforço, mas, principalmente, cansada de uma carga interior demasiado pesada para mim. Eu ainda não tinha aprendido a lição da mochila interior, Juca, só a da exterior.
Sentada no chão, encostada à Maria, ouvi das palavras com mais significado para mim. A oração em si era belíssima. A terceira antífona era "O essencial é invisível aos olhos" e uma das orações o excerto de "O Principezinho" no qual Saint-Exupéry fala dela. Quando acabamos de a ler, a Inês falou.
Falou, essencialmente, sobre o significado da palavra Obrigado. Não cito pois a minha memória não dá para tanto, mas tentarei aproximar ao máximo as minhas palavras às da Inês. Não me lembro se isto tinha fundamento literário, ou se foi algo que saiu da própria Inês: A palavra Obrigado pressupõe um compromisso entre a pessoa que a diz e aquela a quem a dirige. A partir do momento em que dizemos um obrigado sincero a alguém estabelecemos uma ligação eterna com essa pessoa. Existe algo tão profundo que nos uniu ou une que nos fez sentir a necessidade de agradecer.
Cantamos "O Essencial", "Obrigado", "Agradece a Deus". Lembro-me de cada abraço, de cada "obrigado" e, principalmente, das palavras da Inês.
Hoje, em conversa com o João, relembrei este momento. Expliquei-lhe o porquê da importância da palavra para mim e que basta só isso para me iluminar o caminho (para Santiago e para todos os outros destinos) durante toda uma vida. Além de tudo, para quem já fez o Caminho, sabe que nada se compara a um "obrigado" sussurrado na praça d' Obradoiro.
A conversa impunha-se pela altura em que nos encontramos, pela necessidade quase palpável de agradecer às pessoas de quem nos temos de despedir e deixar de ver no nosso dia-a-dia. Porém, impunha-se também relembrar que não se deve gastar uma palavra assim. Por isso, estejam atentos a tudo: aos gestos, aos olhares, às outras palavras. Podem ter um obrigado enorme por detrás delas. Ou, então, encontrarei o momento certo para vos entoar esta magia, este vento quente que nos acalma.
sábado, 12 de junho de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Meu Marci
Posso dizer, só hoje, que gosto imenso de ti sem que me faças cara de mau?
Posso dizer, só hoje, que foste das pessoas que mais me encantou conhecer, sem que me dês uma resposta irónica?
Posso dizer, só hoje, que és o meu raio de Sol, sem que aches que estou a gozar contigo?
Podemos ser, só hoje, dois amigos normais, que não gritam um com o outro e se metem um com o outro de segundo em segundo?
É que hoje eu gostava de te dizer que te amo, de uma maneira muito particular, só nossa. Quero-te dizer que te amo porque me fazes ser uma pessoa sorridente e me pões feliz mesmo (quase) nunca sendo uma pessoa simpática comigo.
És o meu Marci, o meu amiguinho fofinho com quem eu sou a pessoa mais querida e, simultâneamente, mais chata do Mundo. O meu Marci que não gosta que eu lhe chame Marci, nem que o agarre, nem que lhe dê mil beijinhos na bochecha por dia, nem que me vire constantemente nas aulas para trás para o chatear. O meu Marci :)
Já viste quantas histórias temos para contar? Quantas private jokes acumulámos ao longo destes três anos? São tantas que metade já se perderam! (mas tu continuas a ter A sida e O parkinson...).
Quando te lembrares de como eu era no Secundário, daqui a uns anos, não terás de fazer grande esforço, pois eu continuarei a ser a maluca de caracóis que grita quando te vê e se alapa a ti, mesmo que resmungues que queres que vá embora e digas o típico adeus.
O que mais gosto em nós, meu Marcizinho, é que somos os amigos mais singulares do Mundo, porque ninguém tem uma relação explosiva como a nossa e, ao mesmo tempo, tão calma. Nunca nos chateamos, nunca discutimos (sem ser a brincar, claro), nunca deixámos de falar. Somos o casal perfeito ;D.
Tudo isto para dizer que vou sentir a tua falta. Muito.
Não desapareças... prometes? É que ain't no sunshine when you're gone.
Posso dizer, só hoje, que foste das pessoas que mais me encantou conhecer, sem que me dês uma resposta irónica?
Posso dizer, só hoje, que és o meu raio de Sol, sem que aches que estou a gozar contigo?
Podemos ser, só hoje, dois amigos normais, que não gritam um com o outro e se metem um com o outro de segundo em segundo?
É que hoje eu gostava de te dizer que te amo, de uma maneira muito particular, só nossa. Quero-te dizer que te amo porque me fazes ser uma pessoa sorridente e me pões feliz mesmo (quase) nunca sendo uma pessoa simpática comigo.
És o meu Marci, o meu amiguinho fofinho com quem eu sou a pessoa mais querida e, simultâneamente, mais chata do Mundo. O meu Marci que não gosta que eu lhe chame Marci, nem que o agarre, nem que lhe dê mil beijinhos na bochecha por dia, nem que me vire constantemente nas aulas para trás para o chatear. O meu Marci :)
Já viste quantas histórias temos para contar? Quantas private jokes acumulámos ao longo destes três anos? São tantas que metade já se perderam! (mas tu continuas a ter A sida e O parkinson...).
Quando te lembrares de como eu era no Secundário, daqui a uns anos, não terás de fazer grande esforço, pois eu continuarei a ser a maluca de caracóis que grita quando te vê e se alapa a ti, mesmo que resmungues que queres que vá embora e digas o típico adeus.
O que mais gosto em nós, meu Marcizinho, é que somos os amigos mais singulares do Mundo, porque ninguém tem uma relação explosiva como a nossa e, ao mesmo tempo, tão calma. Nunca nos chateamos, nunca discutimos (sem ser a brincar, claro), nunca deixámos de falar. Somos o casal perfeito ;D.
Tudo isto para dizer que vou sentir a tua falta. Muito.
Não desapareças... prometes? É que ain't no sunshine when you're gone.
Ain't no sunshine, Lighthouse Family
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Jantar de finalistas
Eu disse: foi uma noite mágica. Cheia de improviso, como é normal no português e, em particular, neste 12ºano, porém, cheia de bons momentos. Uma bela maneira de fecharmos (quase) todos juntos um ciclo.
Depois de umas boas horas dedicadas a ficar arranjadinha, olhei-me ao espelho e nem me reconheci. Acho que a próxima vez que me vão ver assim vai ser no dia do meu casamento (que, dizem os pessimistas, nunca acontecerá), portanto guardem bem a memória, que faltam uns bons aninhos para se repetir.
Estavam todas umas princesas. Estavam todos uns cavalheiros. O Pi estava incrivelmente elegante, com a sua gravatinha azul e postura de gentlemen. É um orgulho ter amigos tão bonitos, realmente :) É que não lhes basta ser por dentro, ainda abusam exteriormente!
A Quinta era bonita, apesar do riacho me ter desiludido. Mas, como já disse, não interessa o sítio, desde que estejamos todos juntos.
Por isso mesmo é que passamos metade do tempo em pé, de mesa em mesa, só parando mesmo para comer. Não se consegue fazer uma mesa com toda a gente que nos marcou nestes últimos anos com apenas 12 lugares. Nem sei quantos seriam precisos, sinceramente.
De mesa em mesa, entre interior e exterior, de gargalhada em gargalhada, de conversa em conversar, de foto em foto lá foi passando o jantar. Quando entregaram as medalhas eram nada mais nada menos do que 1h! Nem dei pelo tempo passar...
Antes disso, tive a melhor surpresa da noite. Chegou o Juca, chegou o professor José Rui e atrás vinha quem? O grande João Reis, sem o qual uma festa não é festa! Obrigado, professor, por o ter ido buscar. Obrigado, João, por tudo.
Com os meus pés a morrerem, vi todos os meus colegas do 12ºano (com uma excepção) a ir receber uma medalha e uma flor. Foi bonito, sim senhor, principalmente a competição de "quem faz mais barulho pelos seus amigos". Desculpem, mas o meu gang ganhou, sem dúvida!
A pequena desilusão da noite foi o Serrote. Aquele som... depois de tanto tempo para o arranjar acabamos por não ouvir nada na mesma. E tanto trabalhinho que deu a fazer... Mas melhor melhor foi a Ana Catarina a dizer ao professor Zé António, sem querer, que era eu que o ia "serrar". Sinceramente, Ana, estragaste o suspense! Amanhã vemos melhor aquele belo vídeo, professor, com o grande som das nossas resistentes colunas. O que elas já passaram ;)...
As danças (a)normais com o Nuno, o Costa e o Reis, a cara tão típica da Geni quando dança, o Nuno a dançar com a Irmã Aurora e outras danças surpreendentes são memórias que ficam guardadas para sempre entre nós. Não fosse a concorrência incompreensível das discotecas e tinhamos ficado lá todos muito mais tempo. Por isso é que eu adoro tanto o meu gang, ali resistente até ao fim. Lindos, só digo isto, lindos.
Não ponho fotografias. São tantas e nunca conseguiria escolher quais por aqui. Passem pelo facebook se quiserem ver uma boa amostra!
Não estou com inspiração para fazer um texto sobre esta noite que lhe faça justiça, até porque provavelmente não existem palavras. Simplesmente, só quero dizer às pessoas com quem partilhei aquela noite que gosto imenso imenso delas e que as quero sempre por perto. É cliché, pois é, mas também é verdade e doí-me pensar (Pessoa tinha razão quanto à dor de pensar...) que poderei ter um futuro sem algumas delas. Da minha parte, podem saber que serei a maior lapa de sempre, chatinha como sou todos os dias (o Marci que o diga) e sempre disposta a percorrer os caminhos que forem precisos para ir ao vosso encontro (literal e metaforicamente falando).
De todo o meu coração, eu gosto imenso de vocês :')
(agora há que deixar a devoção e concentrar-me na obrigação. Como eu odeio fazer exames nacionais...)
Depois de umas boas horas dedicadas a ficar arranjadinha, olhei-me ao espelho e nem me reconheci. Acho que a próxima vez que me vão ver assim vai ser no dia do meu casamento (que, dizem os pessimistas, nunca acontecerá), portanto guardem bem a memória, que faltam uns bons aninhos para se repetir.
Estavam todas umas princesas. Estavam todos uns cavalheiros. O Pi estava incrivelmente elegante, com a sua gravatinha azul e postura de gentlemen. É um orgulho ter amigos tão bonitos, realmente :) É que não lhes basta ser por dentro, ainda abusam exteriormente!
A Quinta era bonita, apesar do riacho me ter desiludido. Mas, como já disse, não interessa o sítio, desde que estejamos todos juntos.
Por isso mesmo é que passamos metade do tempo em pé, de mesa em mesa, só parando mesmo para comer. Não se consegue fazer uma mesa com toda a gente que nos marcou nestes últimos anos com apenas 12 lugares. Nem sei quantos seriam precisos, sinceramente.
De mesa em mesa, entre interior e exterior, de gargalhada em gargalhada, de conversa em conversar, de foto em foto lá foi passando o jantar. Quando entregaram as medalhas eram nada mais nada menos do que 1h! Nem dei pelo tempo passar...
Antes disso, tive a melhor surpresa da noite. Chegou o Juca, chegou o professor José Rui e atrás vinha quem? O grande João Reis, sem o qual uma festa não é festa! Obrigado, professor, por o ter ido buscar. Obrigado, João, por tudo.
Com os meus pés a morrerem, vi todos os meus colegas do 12ºano (com uma excepção) a ir receber uma medalha e uma flor. Foi bonito, sim senhor, principalmente a competição de "quem faz mais barulho pelos seus amigos". Desculpem, mas o meu gang ganhou, sem dúvida!
A pequena desilusão da noite foi o Serrote. Aquele som... depois de tanto tempo para o arranjar acabamos por não ouvir nada na mesma. E tanto trabalhinho que deu a fazer... Mas melhor melhor foi a Ana Catarina a dizer ao professor Zé António, sem querer, que era eu que o ia "serrar". Sinceramente, Ana, estragaste o suspense! Amanhã vemos melhor aquele belo vídeo, professor, com o grande som das nossas resistentes colunas. O que elas já passaram ;)...
As danças (a)normais com o Nuno, o Costa e o Reis, a cara tão típica da Geni quando dança, o Nuno a dançar com a Irmã Aurora e outras danças surpreendentes são memórias que ficam guardadas para sempre entre nós. Não fosse a concorrência incompreensível das discotecas e tinhamos ficado lá todos muito mais tempo. Por isso é que eu adoro tanto o meu gang, ali resistente até ao fim. Lindos, só digo isto, lindos.
Não ponho fotografias. São tantas e nunca conseguiria escolher quais por aqui. Passem pelo facebook se quiserem ver uma boa amostra!
Não estou com inspiração para fazer um texto sobre esta noite que lhe faça justiça, até porque provavelmente não existem palavras. Simplesmente, só quero dizer às pessoas com quem partilhei aquela noite que gosto imenso imenso delas e que as quero sempre por perto. É cliché, pois é, mas também é verdade e doí-me pensar (Pessoa tinha razão quanto à dor de pensar...) que poderei ter um futuro sem algumas delas. Da minha parte, podem saber que serei a maior lapa de sempre, chatinha como sou todos os dias (o Marci que o diga) e sempre disposta a percorrer os caminhos que forem precisos para ir ao vosso encontro (literal e metaforicamente falando).
De todo o meu coração, eu gosto imenso de vocês :')
(agora há que deixar a devoção e concentrar-me na obrigação. Como eu odeio fazer exames nacionais...)
terça-feira, 8 de junho de 2010
Obrigada...
Hoje descobri a tal felicidade de que me falavam. Mal a senti, agarrei-a com força e não a deixei ir. Sei que vou precisar dela para abafar as saudades.
Andei todo o dia embrenhada no projecto de um vídeo que a Rosarinho está agora a tentar levar a bom rumo, visto que eu estava à beira de um ataque de nervos (que raro...). Quando apanhei o autocarro com o Reis para a Maia, senti uma dor aguda no peito e revi o meu descolorido dia. Tinha mesmo sido assim o último dia de aulas de um ciclo de três anos? Não podia.
Cheguei à minha paragem, passei para o outro lado e regressei. Logo eu, que odeio andar de autocarro. Não resisti, sentia que tinha de voltar hoje, tinha de olhar hoje, tinha de realmente olhar. Tinha de tocar nas paredes e sentir que abraçava todo o colégio, mergulhar no olhar das pessoas com quem partilhei estes três anos e transmitir-lhes um silencioso e sincero obrigada.
Encontrei três princesas na biblioteca (Orquídea, Rosarinho e Geni), participei na reunião de tertúlia delas até descermos para a mesa da Celeste, à espera que tocasse. Juntámo-nos ao Pi e à Sofia e esperámos. O Pi esperava pela Margarida, a Sofia pelo professor Zé António para entregar um trabalho, eu pelo Luís Costa e pela Raquel para eles assinarem o pólo (acima representada). Ainda apanhamos as piadas do professor Pedro (eu juro que se não aparecer no jantar o vou buscar a casa!) e consegui roubar 5 minutos ao professor Carlos Ramalho para, também ele, me assinar o pólo. No final, sai com mais quatro assinaturas e a descoberta de uma escondida. A sério? Eu nunca iria descobrir aquilo sozinha. A sério que escreveu ali? A sério? :)
Não sei explicar como me senti grata por ter dado meia volta e passado mais uma hora no colégio. Percebi que, quando saísse novamente, ia sentir outra vez um aperto no coração, mas agora levava uns bons sorrisos, agora sim, tinha aproveitado as últimas horas.
Obrigada, obrigada, obrigada. Eu podia dizer mil vezes que não chegava. Obrigada, obrigada, obrigada... sem vocês nada faria sentido. Obrigada...
Amanhã, o grande jantar. Pode chover, pode trovejar, os rios da Quinta podem inundar, que será uma noite mágica na mesma. Porque "It's always better when we're together".
Obrigada... x infinitos
Better Together, Jack Johnson
sábado, 5 de junho de 2010
Que bom poder recarregar baterias ao Sol e embalada pelas ondas do mar!
Que bom conseguir acalmar a alma e erguer defesas para os desafios futuros.
A partir de Segunda terei de fazer várias coisas que exigem grande força, apesar de nesta altura ela faltar mais do que costume. Por mais complicado que seja estudar para os exames e alcançar as metas propostas a mim mesma, eu sei que os dias mais complicados serão outros.
Por agora, só penso no mar de Lagos.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Um dia...

Um dia que já chegou. Um dia que voltará a chegar. Dias que se repetem, nos quais tento, ao máximo, deixar explícito a vossa importância.
Um dia digo-vos a todos a importância que tiveram.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Já nos 18!
Subscrever:
Mensagens (Atom)