quarta-feira, 26 de maio de 2010

terça-feira, 25 de maio de 2010

Ainda 17 anos


Hoje, ainda tenho 17 anos.


Eu, de ainda 17 anos, sou uma pessoa vulgar. Ou não.

Tenho um longo cabelo encaracolado, que me dá uma trabalheira logo de manhã, mas do qual gosto imenso. Se calhar são os caracóis que às vezes me enrolam a cabeça, porque parece que possuo um complicador de um lado do cérebro e, do outro, um amplificador. Contem que qualquer coisa que me digam eu multiplique por 10, ou por 100, se gostar muito de vocês.
Por isso, se calhar não sou uma pessoa tão vulgar quanto isso. Esforço-me por não ser, pelo menos. Estou sempre a fervilhar de ideais, a maior parte disparatadas, e tenho um lado criança muito desenvolvido, porém, só o vão ver se já confiar até certo ponto em vocês. Para o mundo em geral, pareço uma menina séria e com cabeça.

Amanhã vou acordar e vou ter 18 anos. Será que os meus caracóis vão desaparecer? Credo, espero que não!! Ou será que acordarei com uma linda voz e nunca mais vou ouvir os meus amigos implorar para eu me calar? Isso era bom... Ou talvez vou chegar ao espelho e aperceber-me que deixei de ser pequena e cresci uns 10 centimetros!
Se calhar a partir de amanhã vou deixar de ser tão stressada e exigente. Ou, então, vou deixar de gostar das coisas que gosto e querer mudar de humanidades para ciências. Não, não, o que vai acontecer é que vou deixar de ser uma utópica e começar a pensar sonhar com coisas menos altas! É isso mesmo.

Não, nada disto vai acontecer, e ainda bem. Amanhã acordarei e serei a mesma pessoa de sempre, simplesmente com mais um ano no BI e acesso a uma série de coisas que advêm da perda da minoridade. Na prática, não poderei usufruir de nenhuma delas no dia de amanhã, a menos que resolva experimentar ser presa.
Não é só um dia de anos porque são 18, e, de igual modo, porque ando a precisar de um dia especial para acordar com especial vontade. De resto, no passa nada.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

(por Luisinha, Convento de Mafra, 23 de Maio)
Ela compreendeu instintivamente que o único modo de escapar à mediocridade do mundo que a rodeava era produzir, dentro das suas possibilidades, um trabalho original, pessoal, onde exprimisse o melhor de si mesma


Ali Boumahdi

sábado, 22 de maio de 2010


"Não é preciso ser árvore para deixar raízes"


Saramago



Staralfur, Sigur Ros

Can't find a ...

(hoje, duas mensagens, pois duas verdades se impõem)


Nunca a comunicação é tão profunda como quando nada se diz
E nunca o silêncio é tão eloquente como quando nada se comunica.

Por isso mesmo, deixo só a música tocar e penso em Sarria, Portmarin O Pino e Monte do Gozo...


Better Man, Pearl Jam
Comunica-nos a fortaleza da tua Fé, a grandeza da tua Esperança
E a profundidade do teu Amor.
Permanece com os que ficam e parte com os que vão,
Ó Mãe admirável do silêncio!


Senti-me acolhida. Foi uma oração tão bonita, tão envolvente. Senti o amor de Deus em cada um dos presentes.
Não existem palavras, como nunca existem nestes momentos.
Agora tenho a certeza que este amor partirá comigo.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A sério? Não podemos voltar aos gregos? Vá lá!! :)

The end, Pearl Jam