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quarta-feira, 26 de maio de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Como o tempo (não) passa




Ao recebermos uma carta a anunciar que se irá publicar um livro do ano 2009/2010 do CLF, a minha mãe lembrou-se que algo semelhante já tinha sido feito no meu infantário, o C.E.P.I .
Demorei um minuto a encontrá-lo e, de seguida, supreendi-me com a descrição que faz de mim:

"ANA FILIPA NORDESTE REDONDO

O QUE PENSAM DE MIM

OS MEUS PAIS:

Muito viva e interessada pelo que a rodeia. Uma personalidade forte e um sentido crítico bastante desenvolvido.
É muito travessa, mas muito meiga.
Amiga dos animais e protectora da natureza.
Gosta de jogar à bola e de brincadeiras mais masculinas.
Gosta de partilhar com os outros.
Para nós é especial e a "mais linda".

OS MEUS AMIGOS:
É namorada do Pedro Nuno, é bonita, gosta de jogar futebol, gosta de brincar ao dragonball, é jeitosa, é elegante, é amiga de todos, chega ceda ao infantário, gosta de mexer na terra, fazer lama, é malandreca, gosta de brincar com as gêmeas, gosta de jogar ao Sonik no computador e o ursinho.

AS MINHAS EDUCADORAS:

Fica "rouca" de tanto falar. Activa, participativa e gosta de "mandar" em tudo. Uma "maria-rapaz". Adora estar no grupo dos vencedores. Gosta de dar opinião sobre tudo o que a rodeia. "

Esta era eu em 1998. Esta sou eu em 2010, com poucas diferenças a apontar. Já não mexo na terra, nem faço lama. Desde há uns três anos que não jogo Sonik e nunca mais joguei ao ursinho desde que saí do infantário. Continuo a adorar futebol e drangonball. Claro que ainda sou jeitosa, bonita e elegante (a). Não falo com as gémeas desde o meu 8ºano e nunca mais vi o Pedro Nuno, que, aparentemente, gostava muito dos meus beijinhos (segundo a descrição dos amigos neste livro).
Tudo o que os meus pais e educadoras disseram se mantem. Talvez não tanto o "maria-rapaz", considerando que já fui muito mais, mas é verdade que tenho uma "veia masculina".
Sim, admito, persiste a mania de querer mandar em todos e opinar sobre tudo. Quanto aos vencedores... quem não gosta?
Ainda me lembro de estar a colaborar para a realização desta preciosidade. Todos sentadinhos no chão da sala a definir os nossos colegas. Júri mais engraçado não havia.

Sinceramente, fiquei de boca aberta ao ler este texto. É incrível como é que os traços base de uma pessoa se mantêm desde os seus seis anos até aos dezoito.

sábado, 1 de maio de 2010

Uma outra família



18.04.08

"Caros colegas,

O início do mail era para lhe dar o carácter sério que é suposto ter porque, apesar de não se tratar de informações sobre nenhum trabalho ou algo relacionado com a matéria de nenhuma disciplina, fala de uma "coisa" muito mais importante para mim e, acredito, para vocês: nós.
E nós no sentido real da palavra. Nós como um único sujeito. Foi isto que senti hoje, quando nos unimos todos em redor da música "Fix You", dos Coldplay. Estávamos ali como um só, e isso é tão difícil de conseguir!
Como turma, existimos há menos de um ano. Para mim, todos vocês eram estranhos quando entrei pela primeira vez na sala (na de multimédia, para especificar, já que somos os sem abrigo do clf :p) e já há muito são parte essencial da minha vida. Mas hoje, só hoje, este sentimento chegou tão forte e claro que o compreendi plenamente.
Podem achar isto exagerado ou lamechas, ou as duas coisas, mas nunca o considerem mentiroso, porque não o é. Aliás, é das coisas mais verdadeiras que já disse.
Obrigado a todos, sem excepções. Somos diferentes, sim, mas respeitamo-nos e sabemos aprender com isso. Cresci muito este ano e, na sua maior parte, devo-o a esta turma.
Portanto, queria dizer que vocês são espectaculares e que espero que nos mantenhamos assim durante os próximos dois anos que nos restam no Luso Francês.

Obrigado por momentos como os de hoje <3,


Filipa Redondo (Pi)"




Subitamente, lembrei-me desse dia e deste e-mail.
Mantivemo-nos assim, não foi? :) E ainda nem tinhamos a nossa pequena e escondida sala (eramos os "sem abrigo").
Penso cada vez mais em vocês como uma família. Numa família nunca é tudo perfeito. Acho graça quando ouço as pessoas dizer "A minha família é de loucos". Não são todas?
A nossa também é assim, louca. Somos loucos porque, de vez em quando, começamos discussões desnecessárias. Loucos porque sabemos nunca valem a pena. Conhecemo-nos há três anos, "sabemos o que a casa gasta" e que isso não vai mudar. Nós não vamos mudar.

Porém, mesmo assim, "Obrigado a todos, sem excepções".