A melhor parte do regresso é rever nos vossos sorrisos a alegria do mundo que descobrimos no Caminho.
Ainda me sinto levitar.

Geni e Pi, Abril de 2008
O Homem sabe voar, mas foi-se esquecendo de como se fazia. O Homem nasce a saber voar, apesar de não nascer com muitas outras capacidades. Essas, como andar ou falar, vai aprendendo ao longo do seu crescimento. A única que desaprende é a de voar.
Vivemos presos, por nós e pelos outros. Construímos uma sociedade embrenhada em normas e comportamentos institucionalizados. Preocupada em evitar as situações que "ficam mal", sufocando vontades e sonhos a troco de aceitação. Para que?
Já não sabemos voar. Confundimos regras com grades. Não sabemos, tantas vezes, dosear bom comportamento com uma pitada de irreverência.
E assim por cá andamos, atando os braços aos pássaros, como se o voo fosse algo que se pudesse dar. O peso que o Homem carrega já é demasiado para as suas leves asas.
Acha que são iguais?
Nem de longe!
O caminho mais fácil nem sempre é o mais correcto. Um cliché tão grande que é de bradar aos céus que ainda haja quem não o perceba e não o siga.