quarta-feira, 12 de maio de 2010

Como o tempo (não) passa




Ao recebermos uma carta a anunciar que se irá publicar um livro do ano 2009/2010 do CLF, a minha mãe lembrou-se que algo semelhante já tinha sido feito no meu infantário, o C.E.P.I .
Demorei um minuto a encontrá-lo e, de seguida, supreendi-me com a descrição que faz de mim:

"ANA FILIPA NORDESTE REDONDO

O QUE PENSAM DE MIM

OS MEUS PAIS:

Muito viva e interessada pelo que a rodeia. Uma personalidade forte e um sentido crítico bastante desenvolvido.
É muito travessa, mas muito meiga.
Amiga dos animais e protectora da natureza.
Gosta de jogar à bola e de brincadeiras mais masculinas.
Gosta de partilhar com os outros.
Para nós é especial e a "mais linda".

OS MEUS AMIGOS:
É namorada do Pedro Nuno, é bonita, gosta de jogar futebol, gosta de brincar ao dragonball, é jeitosa, é elegante, é amiga de todos, chega ceda ao infantário, gosta de mexer na terra, fazer lama, é malandreca, gosta de brincar com as gêmeas, gosta de jogar ao Sonik no computador e o ursinho.

AS MINHAS EDUCADORAS:

Fica "rouca" de tanto falar. Activa, participativa e gosta de "mandar" em tudo. Uma "maria-rapaz". Adora estar no grupo dos vencedores. Gosta de dar opinião sobre tudo o que a rodeia. "

Esta era eu em 1998. Esta sou eu em 2010, com poucas diferenças a apontar. Já não mexo na terra, nem faço lama. Desde há uns três anos que não jogo Sonik e nunca mais joguei ao ursinho desde que saí do infantário. Continuo a adorar futebol e drangonball. Claro que ainda sou jeitosa, bonita e elegante (a). Não falo com as gémeas desde o meu 8ºano e nunca mais vi o Pedro Nuno, que, aparentemente, gostava muito dos meus beijinhos (segundo a descrição dos amigos neste livro).
Tudo o que os meus pais e educadoras disseram se mantem. Talvez não tanto o "maria-rapaz", considerando que já fui muito mais, mas é verdade que tenho uma "veia masculina".
Sim, admito, persiste a mania de querer mandar em todos e opinar sobre tudo. Quanto aos vencedores... quem não gosta?
Ainda me lembro de estar a colaborar para a realização desta preciosidade. Todos sentadinhos no chão da sala a definir os nossos colegas. Júri mais engraçado não havia.

Sinceramente, fiquei de boca aberta ao ler este texto. É incrível como é que os traços base de uma pessoa se mantêm desde os seus seis anos até aos dezoito.

2 comentários:

  1. Uma personalidade forte e um sentido crítico bastante desenvolvido. :O

    já naquela altura philippa? :D

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  2. Eu continuo a mexer na terra e a fazer lama.
    Realmente...nós (não) mudamos.

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