quinta-feira, 29 de outubro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Não sei, ama, onde era
Nunca o saberei...
Sei que era Primavera
E o jardim do rei...
(Filha, quem o soubera!...).
Que azul tão azul tinha
Ali o azul do céu!
Se eu não era a rainha,
Porque era tudo meu?
(Filha, quem o adivinha?).
E o jardim tinha flores
De que não me sei lembrar...
Flores de tantas cores...
Penso e fico a chorar...
(Filha, os sonhos são dores...).
Qualquer dia viria
Qualquer coisa a fazer
Toda aquela alegria
Mais alegria nascer
(Filha, o resto é morrer...).
Conta-me contos, ama...
Todos os contos são
Esse dia, e jardim e a dama
Que eu fui nessa solidão...
É suposto concentrar-me em Fernando Pessoa, portanto aqui está o poema que, até agora, mais gostei. Lembro-me de já o ter ouvido antes à muito tempo atrás, não sei bem quando. Nostalgia da infância? Talvez :p
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Lots of things
Não me perguntem porquê é que me lembrei disto hoje, porque sinceramente não sei. Acho que simplesmente dei de caras, novamente, com este vídeo e viagei, durante 3:39 agradáveis minutos às aulas de moral do 10ºano, na sala multimédia.Por ligação, lembrei-me também do professor Joaquim. Tem sido recorrente, pela falta que faz no clf e, especificamente, a falta que fez no Caminho de Setembro.
Fica aqui o vídeo:
Free Hug para o Marci (tem vários diariamente :) )
Hoje houve também futebol logo pelas 8:30, teste de Direito às 10:20, entrega a Psicologia no último tempo, resumos de História, um pouco de estudo para Português e Dama e o Vagabundo 2 no resto do tempo, até à hora do Inglês. Acabei o dia com um passeio a ser arrastada pela Benny (ela é que me passeia!!) mais a minha mãe e a Twigui um pouco atrás. Inverti uma grande decisão, esperemos que agora definitivamente, e não espero muito mais deste dia, mas, quem sabe!
E por falar em futebol (hoje também é dia de escrever muito), ontem saí seriamente revoltada do Dragão. Não foi o jogo que me incomodou, porque maus jogos todas as equipas têm, principalmente contra adversários que põem o autocarro à frente da baliza, mas sim pela falta de... eu nem sei de que (!) dos adeptos portistas. Falta de senso comum, pode-se dizer, visto que vão ao estádio, pagam p0r isso, apanham frio com o perigo de ainda chover, não jantam direito por causa da hora do jogo e, depois de todos estes inconvenientes, vão para o estádio chatear! É que não tem outra palavra: chatear! Assobiam logo a equipa nos primeiros minutos quando vêem que não está a arrancar bem, insultam e tentam deitar abaixo jogadores que não estão a conseguir produzir jogo... enfim, parecem da outra equipa! Oh minha gente, assobiar é o adversário, não os nossos miúdos!!! Assobiar é o no fim, como demonstração de desagrado. Nos 90 minutos e na compensação, não esquecer, é apoiar incondicionalmente!
E se ontem alguém mereceu que as minhas mãos ficassem vermelhas foi o grande Mariano. Não gosto da maneira como ele joga, muitas vezes preferia que estivesse no banco, mas quando está lá apoio porque veste a camisola do meu clube, não há dúvidas! Foi indecente a assobiadela que ele levou por ser o Rodriguez a sair. Passados uns minutos, que é que faz? GOLO! Passados outros três? ASSISTÊNCIA! Tomem lá, foi o meu grito.
Não percebo porque é que algumas pessoas se incomodam a ir ao estádio para desmotivar a equipa e fiquei muito desiludida com a massa adepta do FCP. No meio disto tudo, quem apoiou sempre foram as claques. Entre o emproado com cara de quem lhe está sempre a cheirar mal que está ao meu lado, que nunca sorri nem bate palmas, só reclama, e o Macaco, venha o líder dos Super! São isto e aquilo e mais todo o mal que há no Mundo, mas justificam a sua ida ao estádio.
Biba o Porto! E tenho dito.
domingo, 25 de outubro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Cântico Negro
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Caminho ou Taizé? Eis a questão. Ou era a questão.
Ao início o dilema nem se punha porque não poderia ficar para o encontro de Taizé, dado que os meus pais vão para o Algarve e, então, não poderia receber ninguém em minha casa. Porém, a situação mudou quando, a semana passada, o professor Zé Rui disse que o acolhimento poderia ser no clf, o que nos veio a confirmar hoje.
Desde que o dúvida se pôs, definitivamente, para mim, reflecti demoradamente sobre ela e cheguei à conclusão que eram as duas experiências únicas e, na minha opinião, incomparáveis. Descartei o argumento de "caminhos há muitos", porque cada caminho é um evento singular e incomensurável. Senti-me atraída por outras razões, tais como poder conviver com pessoas de todo o Mundo, participar num evento que será tão importante para a cidade do Porto e para o colégio em particular, ter a oportunidade de compreender melhor o que é Taizé, que sempre me deixou curiosa, e, sejamos sinceros, a "proposta indecente" do professor. Quando foi confirmado que ficariamos no clf, a decisão saiu facilmente: Professor, eu fico.
Poder ir ter com os meus companheiros a Palas de Rei dia 16 também pesou muito na deliberação. Obviamente não é a mesma coisa fazer o caminho todo ou fazer só a partir de um certo ponto, enquanto o resto do grupo já tem mais etapas feitas. Claro que sentirei a falta de O Cebreiro, de nos reencontrarmos em "O Cebreiro para aquele abraço que precede o frio". Fará um ano desde a primeira e única vez que lá estive e ainda me lembro do frio da pedra, das palavras, do primeiro abraço. Lembro-me de ver a neve, de escorregar na neve! Ainda sinto os primeiros kilometros que fiz no Caminho, de O Cebreio a Triacastela. Fará falta a calma daquele parque infantil à frente do albergue e da oração na pequena capela. Lembro-me e dá-me um certo aperto no coração em saber que não é já daqui a uns meses que lá vou voltar.
Mas novos trilhos se abrem, novos desafios e novas decisões. E sei que, quando chegar a Palas de Rei, sentir-me-ei novamente em casa, da mesma maneira que me senti quando começei em O Cebreiro e, em Setembro, em Sarria, e que não importará o que possa ter "perdido" (porque perder perco o que é meu, não dos outros), mas sim o que irei encontrar de novo nas etapas de sempre.
Entretanto, até Fevereiro, há-que viver, e viver com gosto. Já se foi o tempo em que esperava pelo futuro para me dar os sorrisos que precisava no presente.

Sempre presente (Sintra)
