quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
O meu sistema nervoso II
I tried so hard and got so far
But in the end it doesn't even matter
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
O meu sistema nervoso
Por falar em férias, amanhã tenho o meu último teste deste periódo. História. Acabamos bem acabamos. Eu detesto fazer testes de História. Gosto da disciplina, gosto de estudar e não me importo de fazer exercícios escritos. Mas testes... testes mexem com o meu sistema nervoso.
O Marci hoje é que sofreu com isso, já que não me calei durante a aula de Direito toda com o que sabia e o que não sabia, e o que era mais complicado, e os nomes esquisitos que tinha de decorar... etc etc. Quando quero sou mesmo chata.
Simplesmente é o único teste para o qual nunca me sinto 100% preparada porque ou tenho medo de me esquecer de tudo, ou de confundir matérias, ou de me esquecer das datas, ou de não conseguir integrar bem o documento ou, como acontece sempre, não ter tempo para fazer todas as questões com calma e cabeçinha, ou isto tudo junto. No meio de tanta dúvida, só tenho uma certeza quando entro para o teste: daqui a 100, 105 minutos acaba. Quando quero também sou mesmo stressada.
Entretanto, encontrei um certo papel do meu 10ºano solto entre as micas de uma capa. E diz o seguinte:
-> Documento:
- Ler
- Sublinhar ideais principais
- Retirar a ideia chave de cada parágrafo
- Ler a pergunta
- Perceber o seu objectivo
- Voltar ao documento e ver as ideias precisas
-> Resposta:
- Localização temporal / espacial
- Contextualizar
- Matéria + Documento
- Conclusão
- Nota: dizer número do gráfico, ver a legenda
-> Pergunta Desenvolvimento:
- Ler bem a pergunta
- Ligar documentos aos tópicos
Portanto, amanhã, caros colegas, não se esqueçam de respeitar estes passos que nos têm seguido desde há dois anos para cá.
E tu, Filipa Redondo, Breathe
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Esfera
domingo, 6 de dezembro de 2009
Quando dormes
e te esqueces
o que ves
tu quem és
Quando eu voltar
o que vais dizer?
Vou sentar no meu lugar
Adeus
Nao afastes os teus olhos dos meus
isolar para sempre este tempo
é tudo o que tenho para dar
Quando acordas
porque quem chamas tu?
Vou esperar
eu vou ficar
nos teus braços
eu vou conseguir fixar
o teu ar
a tua surpresa
Adeus
Não afastes os teus olhos dos meus
eu vou agarrar este tempo
e nunca mais largar
Adeus
Não afastes os teus braços dos meus
vou ficar para sempre neste tempo
eu vou, vou conseguir para-lo
vou conseguir para-lo
Vou conseguir
Adeus
Não afastes os teus olhos dos meus
vou ficar para sempre neste tempo
eu vou conseguir para-lo
eu vou conseguir guarda-lo
eu vou conseguir ficar
Sem palavras...
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
A loucura
O bater continuou, semelhante a um roçar do vento nas folhas. Devagar, pé ante pé, como nos filmes de terror, dirigi-me à porta.
Quando a abri, exclamei de imediato:
- Dona Loucura!
Ela sorriu-me, a Loucura. Amavelmente, retorquiu:
- Não me chames Dona, minha querida. Somos velhas conhecidas, esses tratamentos já não são necessários.
Olhei-a confusa. Não me lembrava de ter visto muitas vezes a Loucura, muito menos dela me visitar a horas tão tardias.
Convidei-a a sentar-se. Velhas conhecidas ou não, a boa educação continua a ser precisa.
Dona Loucura, como continuei secretamente a tratá-la, dissertou sobre a longa viagem que fizera, as pessoas que visitara e os países que percorra, sem nunca me revelar o motivo para estar ali, no meu quarto.
Não resisti, tive de perguntar:
- O que faz agora aqui, Loucura?
- Ora, o que faço aqui?! Tu chamaste-me, meu bem!
Eu?! Eu não chamei ninguém. Estava simplesmente deitada na minha cama, ainda há uns minutos atrás, a dar voltas e voltas entre os lençóis sem conseguir adormecer. Mas isso não tinha nada de novo, nem de louco, que eu soubesse.
Dona Loucura olhou-me com ternura e murmurou:
- Lembras-te? Claro que lembras, querida. Quando tentavas arrumar nessa cabecinha todos os teus pensamentos difusos, consideras-te aquela hipótese…
Continuei a fixa-la atentamente.
- Sim, aquela hipótese de ires lá para fora apanhar com o aguaceiro que ainda agora molha a calçada da tua rua. Quando pensaste que te poderias dissolver com as gotas, correr com elas nos ribeiros que se criam entre os passeios e as estradas e ser coisa nenhuma. Ainda consigo sentir o teu árduo desejo de desaparecer entre o manto de água que caí do céu.
Reflecti sobre o que me dizia. Sim, lembrava-me. Ainda há pouco tivera esse pensamento. Sempre gostei de ouvir a chuva a cair lá fora, contra a minha janela e as minhas telhas. Pressentia o frio com que a noite se revestia e sentia-o na pele, apesar do calor que emanava da minha cama. Enrolada em mim mesma, fazia-me noite e, com a chegada da chuva, arrumava malas e ia com ela. Tudo dentro da minha mente.
- Isso é loucura? Isso é ser como você?
- Deixa o você para o lado. Aqui nem há você, nem tu, nem eu. Há nós.
- Sou loucura? Por querer ser chuva, por sentir frio quando está calor? – interpelei, alarmada.
Mais uma vez, perfurou-me com o seu paciente olhar. Que Loucura tão calma era aquela? Talvez a da razão.
- Como queres ser chuva, frio, rio, nada, se tudo o que és é paixão, quente, entrega, existência? Marcas e marcas-te com ferro a ferver. Nunca serás vazio, minha querida.
Levantou-se, lançou-me um sorriso (esse, sim, puramente louco) e saiu, fechando a porta atrás de si.
A loucura é tramada.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Proibido!

«1.º - Mão na mão 2$50
2.º - Mão naquilo 15$00
3.º - Aquilo na mão 30$00
4.º - Aquilo naquilo 50$00
5.º - Aquilo atrás daquilo 100$00
6.º - Parágrafo único - Com a língua naquilo 150$00 de multa, preso e fotografado.»"


