segunda-feira, 22 de março de 2010

A little box



Imagino uma caixa. É antiga, feita de madeira escura e com uma fechadura enferrujada. Dentro é forrada por um suave veludo encarnado, como se de uma caixa de jóias de princesa se tratasse.
Desenho a minha caixa na minha cabeça. Faço-a pequena e simples, como melhor me parece.
Lá dentro, ponho todo o meu amor. Todo. Aquele que vale a pena e aquele que dizem que não vale nada. “Amor é amor”.
Fica preso numa pequena e simples caixinha. Cá fora, fica o amor que já depositei no coração daqueles que significam mais do que o Mundo para mim, o amor que lhe dei nas palavras e nos gestos. Fica o amor do dia-a-dia, o que se dá em sorrisos fugazes.
Lá dentro, fica o meu maior amor, na melhor caixa que a minha imaginação conseguiu criar. Um dia, vou dar aquela caixa a alguém. Um dia, vou ter a certeza sobre a pessoa que merece tê-la consigo. Um dia, eu sei, um dia.
Até lá, alimento(-me) (d)esse amor que anda pelos meus dias.

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