Que mensagem boa, Zuzu :)
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Hoje tomei uma decisão que já andava há dias às voltas na minha cabeça. Uma das grandes.
Caminho ou Taizé? Eis a questão. Ou era a questão.
Ao início o dilema nem se punha porque não poderia ficar para o encontro de Taizé, dado que os meus pais vão para o Algarve e, então, não poderia receber ninguém em minha casa. Porém, a situação mudou quando, a semana passada, o professor Zé Rui disse que o acolhimento poderia ser no clf, o que nos veio a confirmar hoje.
Desde que o dúvida se pôs, definitivamente, para mim, reflecti demoradamente sobre ela e cheguei à conclusão que eram as duas experiências únicas e, na minha opinião, incomparáveis. Descartei o argumento de "caminhos há muitos", porque cada caminho é um evento singular e incomensurável. Senti-me atraída por outras razões, tais como poder conviver com pessoas de todo o Mundo, participar num evento que será tão importante para a cidade do Porto e para o colégio em particular, ter a oportunidade de compreender melhor o que é Taizé, que sempre me deixou curiosa, e, sejamos sinceros, a "proposta indecente" do professor. Quando foi confirmado que ficariamos no clf, a decisão saiu facilmente: Professor, eu fico.
Poder ir ter com os meus companheiros a Palas de Rei dia 16 também pesou muito na deliberação. Obviamente não é a mesma coisa fazer o caminho todo ou fazer só a partir de um certo ponto, enquanto o resto do grupo já tem mais etapas feitas. Claro que sentirei a falta de O Cebreiro, de nos reencontrarmos em "O Cebreiro para aquele abraço que precede o frio". Fará um ano desde a primeira e única vez que lá estive e ainda me lembro do frio da pedra, das palavras, do primeiro abraço. Lembro-me de ver a neve, de escorregar na neve! Ainda sinto os primeiros kilometros que fiz no Caminho, de O Cebreio a Triacastela. Fará falta a calma daquele parque infantil à frente do albergue e da oração na pequena capela. Lembro-me e dá-me um certo aperto no coração em saber que não é já daqui a uns meses que lá vou voltar.
Mas novos trilhos se abrem, novos desafios e novas decisões. E sei que, quando chegar a Palas de Rei, sentir-me-ei novamente em casa, da mesma maneira que me senti quando começei em O Cebreiro e, em Setembro, em Sarria, e que não importará o que possa ter "perdido" (porque perder perco o que é meu, não dos outros), mas sim o que irei encontrar de novo nas etapas de sempre.
Entretanto, até Fevereiro, há-que viver, e viver com gosto. Já se foi o tempo em que esperava pelo futuro para me dar os sorrisos que precisava no presente.

Caminho ou Taizé? Eis a questão. Ou era a questão.
Ao início o dilema nem se punha porque não poderia ficar para o encontro de Taizé, dado que os meus pais vão para o Algarve e, então, não poderia receber ninguém em minha casa. Porém, a situação mudou quando, a semana passada, o professor Zé Rui disse que o acolhimento poderia ser no clf, o que nos veio a confirmar hoje.
Desde que o dúvida se pôs, definitivamente, para mim, reflecti demoradamente sobre ela e cheguei à conclusão que eram as duas experiências únicas e, na minha opinião, incomparáveis. Descartei o argumento de "caminhos há muitos", porque cada caminho é um evento singular e incomensurável. Senti-me atraída por outras razões, tais como poder conviver com pessoas de todo o Mundo, participar num evento que será tão importante para a cidade do Porto e para o colégio em particular, ter a oportunidade de compreender melhor o que é Taizé, que sempre me deixou curiosa, e, sejamos sinceros, a "proposta indecente" do professor. Quando foi confirmado que ficariamos no clf, a decisão saiu facilmente: Professor, eu fico.
Poder ir ter com os meus companheiros a Palas de Rei dia 16 também pesou muito na deliberação. Obviamente não é a mesma coisa fazer o caminho todo ou fazer só a partir de um certo ponto, enquanto o resto do grupo já tem mais etapas feitas. Claro que sentirei a falta de O Cebreiro, de nos reencontrarmos em "O Cebreiro para aquele abraço que precede o frio". Fará um ano desde a primeira e única vez que lá estive e ainda me lembro do frio da pedra, das palavras, do primeiro abraço. Lembro-me de ver a neve, de escorregar na neve! Ainda sinto os primeiros kilometros que fiz no Caminho, de O Cebreio a Triacastela. Fará falta a calma daquele parque infantil à frente do albergue e da oração na pequena capela. Lembro-me e dá-me um certo aperto no coração em saber que não é já daqui a uns meses que lá vou voltar.
Mas novos trilhos se abrem, novos desafios e novas decisões. E sei que, quando chegar a Palas de Rei, sentir-me-ei novamente em casa, da mesma maneira que me senti quando começei em O Cebreiro e, em Setembro, em Sarria, e que não importará o que possa ter "perdido" (porque perder perco o que é meu, não dos outros), mas sim o que irei encontrar de novo nas etapas de sempre.
Entretanto, até Fevereiro, há-que viver, e viver com gosto. Já se foi o tempo em que esperava pelo futuro para me dar os sorrisos que precisava no presente.

Sempre presente (Sintra)
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
O frio
Finalmente, chegou o frio!
Agora sim, está o tempo adequado à estação. Alguma coisa esteja certa.
Só falta começar a ver as folhas cair das árvores. Sempre adorei ver as folhas cair, o chão a ficar repleto e as árvores despidas. Há algo de belo e forte na nudez distinta das árvores. Fica o essencial para sobreviverem à dureza do Outono e do Inverno.
Há uns dias atrás, a Ana Isabel disse uma coisa acertadíssima. Quando começarem a estar aqueles dias gelados, vai ficar tudo dentro do clf e vamos ter uns metros para cada um, com sorte. Que saudades do recreio, que saudades!
Entretanto, o meu mindinho finalmente obedece quando o mando pressionar as cordas do Adriano (que, para quem não sabe, é a minha guitarra). Foi a minha mini-conquista pessoal de Domingo. Já me tinha esquecido do sabor das pequenas grandes coisas.
Agora sim, está o tempo adequado à estação. Alguma coisa esteja certa.
Só falta começar a ver as folhas cair das árvores. Sempre adorei ver as folhas cair, o chão a ficar repleto e as árvores despidas. Há algo de belo e forte na nudez distinta das árvores. Fica o essencial para sobreviverem à dureza do Outono e do Inverno.
Há uns dias atrás, a Ana Isabel disse uma coisa acertadíssima. Quando começarem a estar aqueles dias gelados, vai ficar tudo dentro do clf e vamos ter uns metros para cada um, com sorte. Que saudades do recreio, que saudades!
Entretanto, o meu mindinho finalmente obedece quando o mando pressionar as cordas do Adriano (que, para quem não sabe, é a minha guitarra). Foi a minha mini-conquista pessoal de Domingo. Já me tinha esquecido do sabor das pequenas grandes coisas.
Está frio demais para apostar em mim
Tiago Bettencourt
sábado, 17 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Parabéns! Por incrível que pareça, são 40.
"15-10-06
Porque as coisas pequenas se esquecem num instante, as importantes passado uns meses, as muito importantes passado alguns anos, mas as especiais, as estrelas, os deuses, nunca mas mesmo nunca se esquecem."
Eu disse, não me esqueci :)
Fã é aquele que gosta. Que gosta muito
E eu gosto muito de ti, Vítor Baía.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Obrigada Pedro, por me dares a oportunidade de rever o meu sorriso nesta fotografia.
Obrigada Jatas, pela pequena esperança.
É de um sorriso e um carinho que aqueles cães precisam, quando uma adopção não é possível. É de um projecto como o DogMe que pode mudar a vida deles. Vamos ver até onde chega...
sábado, 10 de outubro de 2009
Fazem muito mais que um Sol
Há caminhos que nunca acabam. Há caminhos que se prolongam por toda a nossa vida porque o que realmente é alcançável não é o seu final, mas os frutos que vamos recolhendo durante o percurso. Há alturas no caminho em que aprendemos, outras em que ensinamos. Umas em que recolhemos flores e as vemos murchar nas nossas mãos, outras em que plantamos sementes à medida que os nossos pés tocam o chão. Há momentos em que tudo faz sentido e a força esbanja. O sorriso é fácil, o passo dançante e alegre. Porém, há momentos em que chove e somos obrigados a olhar para o chão e tudo parece muito mais pesado e cansativo. E nesses momentos iremos pensar que não somos capazes e que mais vale parar, parar o caminho, não para o retomar uns minutos depois, parar para desistir. Mas aí aparece alguém que nos mostra o bom da chuva, que estende a mão e nos ergue a cabeça. Alguém que nos faz aprender a gostar da chuva.
Um mês depois da chegada a Santiago relembro, como em tantos outros dias, o caminho que fizemos, os passos que demos, as flores que vimos murchar e as que semeamos, as dores, os sorrisos, os abraços, a força, a que faltava e a que esbanjava... mas, principalmente, a chuva. É que é capaz de chover torrencialmente sem uma gota cair do céu, sabiam? Relembrar a chuva, relembrar quem a atravessou connosco, relembrar quem nos devolveu o sol.
Relembrar que nada acabou no Obradoiro, tudo começou. Desde a primeira vez que ouvi a palavra Obradoiro, a primeira vez que realmente a ouvi (triacastela, debaixo de uma mesa numa sala com mais pessoas do que era suposto aguentar, como sempre), associei a "Obra de oiro". A associação tomou pleno sentido quando caí pela primeira vez nela.
Tentei e voltei a tentar por aqui a "Canção Simples" do Tiago Bettencourt mas, não sei porquê, não dava para copiar direito o código. Portanto fica o link http://www.youtube.com/watch?v=LjyWuef52D8 e o pedido para a irem ouvir e prestarem atenção há letra.
Vem
quebrar o medo Vem
sentir se há depois
E sentir que somos dois
Mas que juntos somos mais
(sentir que somos 90, mas que juntos somos mais)
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