
De Palas del Rei a Arzua, a certo ponto, só restava eu, a Maria Inês, a Ana Maria, a Catarina Monteiro, o João Costa e o Professor Pedro Gabriel.
Estava muito cansada. Tinhamos para trás bastantes horas de Caminho e o nosso ritmo era lento.
Quando peguei no Ipod, resolvi ouvir Hoppipolla, dos Sigur Rós.
Estava Sol nessa altura, mas ainda se viam os restos da chuva, não só no chão, como nas esporádicas nuvens negras. Das árvores vinha um prenuncio do Outono. Lançavam as suas folhas para cima deles. Com a força do vento, pareciam dançar em redor dos meus companheiros.
Acreditem que, naquela altura, vocês foram as pessoas mais bonitas do Mundo.
Acreditem, companheiros deste Caminho e de todos os outros, que um dia ainda se inventará uma palavra para exprimir tudo o que nos enche o peito ao olharmo-nos mutuamente, ao longo das etapas, na chegada a Santiago ou sob o olhar das estrelas dessa inesquecível cidade.
Até lá, deixo-vos a que melhor sei:
Obrigado
Brosandi
Hendumst í hringi
Höldumst í hendur
Allur heimurinn óskýr
Nema þú stendur
Obrigada por tudo pi!
ResponderEliminar