terça-feira, 17 de novembro de 2009
Uma poça (de água)
Uma poça de água são restos, é o que sobra depois de um dia de chuva. Passam as nuvens, o vento assolador, as pingas que escorram da face e se juntam ao pequeno rio que corre debaixo dos nossos pés. Porém, permanece aquela teimosa porção de ontem, como se o que passou sentisse a categórica vontade de se afirmar no presente.
Uma poça de água é inevitável. Sabemos que vai sempre existir, nem que o dia seguinte seja reino do mais abrasador Sol. Os restos são inevitáveis.
O nosso passado no meu presente é uma poça do que já não me prende, mas permanece para lembrar os dias cinzentos que se seguem, inevitavelmente, aos soalheiros.
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"Porém, permanece aquela teimosa porção de ontem, como se o que passou sentisse a categórica vontade de se afirmar no presente.Uma poça de água é inevitável. Sabemos que vai sempre existir, nem que o dia seguinte seja reino do mais abrasador Sol. Os restos são inevitáveis.
ResponderEliminarO nosso passado no meu presente é uma poça do que já não me prende, mas permanece para lembrar os dias cinzentos que se seguem, inevitavelmente, aos soalheiros."
está espectacular :)
Gostei mesmo, Pi :)
ResponderEliminarContinua a escrever, por favor, venho cá sempre.