Há um papel na minha parede que incomoda. É um simples panfleto com cerca de meio ano, mas incomoda. É pequeno e nem sequer é exuberante em termos de cores. Não chama assim tanto a atenção, mas olho para ele quase todos os dias.
O mais curioso (ou estúpido) é que fui eu que o pus lá. Fui eu que o trouxe e colei na minha parede, rodeado de fotografias e outras coisas importantes para mim. Fui eu que escolhi tê-lo ali, no percurso entre a secretária e a cama (que é o que faço mais). Foi uma escolha minha recolhê-lo e coloca-lo à vista.
Podia tirá-lo de lá. Podia arrumar a questão, fazer de conta que aquele papel nunca existiu, que tal ideia nunca me passou pela cabeça. Podia deitá-lo ao lixo… é o que certamente irá acontecer
Porém, o papel continuará lá, porque há vontades que não desaparecem. E, às vezes, as minhas vontades incomodam, muito.
(Amanhã vou para Barcelona. Eu e os meus pais vamos visitar a minha irmã que está lá de Erasmus. Nunca me ouvirão dizer que tenho saudades delas, mas posso escrever. Tenho saudades da chata da minha irmã e amanhã vou vê-la, mais à maravilhosa cidade de Barcelona.
E por ir amanhã para Barcelona tive quarta e quinta um peso exagerado de coisas para fazer. Estudar psicologia, resumir a revolução bolchevique (nunca me vou cansar deste nome! Bolchevique soa-me mesmo bem. Mas só de nome) e as medidas do senhor Lenine, fazer exercícios do Caderno de Actividadades, com quem tenho uma relação amor/ódio, sintetizar os poemas de Fernando Pessoa, fazer o trabalho para Área de Projecto, fazer a mala... AHHHHH foi a minha primeira reacção. Mas esta quase tudo feito.
Até logo!)
(O FCP ganhou ^^)
Tenho um palpite quando ao papel.
ResponderEliminarporque há vontades que nunca desaparecem e nos beliscam por vezes para que nunca nos esqueçamos delas.
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