Hoje a minha empregada não veio porque está doente e a minha mãe tinha uma reunião às 2h, então, como não me pode fazer o almoço, perguntou se não me importava de comer McDonald’s.
Já em casa, com o meu McMenu Grande CBO (consegui comê-lo quaase todo, Zoé!) lembrei-me de como era fantástico em criança ir ao McDonald’s.
Ainda me lembro nitidamente de como eram os meus almoços de anos: escolhia cerca de quatro amigos, a minha mãe ia-nos buscar e deliciavamo-nos no McDonald’s das Antas. Lembro-me de como ficava com água na boca só com o cheiro (que, agora, confesso detestar), de como sorria ao abrir o meu Happy Meal e ver o brinde e dizia à minha mãe que devia por tanto sal nas batatas como eles põe (ok, ainda digo!). O almoço acabava naquele mini-parque, com o meu cabelo a ficar irremiavelmente colado às paredes do escorrega. E, quando chegávamos à escola, eramos os sortudos do dia, porque tinhamos comido McDonald’s.
Agora é um acto que se tornou irrelevante. Tal como muitas outras coisas. À medida que crescemos deixamos de dar tanta importância às coisas pequenas, como aos Happy Meal. Deixamos de ter a noção de quanto vale uma acção, um gesto, uma liberdade. Eu, às vezes, deixo e, invariavelmente, esqueço-me de quanto vale um dia.
Num só dia pode muita coisa acontecer. Podemos ganhar tudo ou perder o que mais gostamos. O nosso peito pode-se encher de alegria e esperança ou rebentar como um balão. Pode ser o melhor ou o pior dia de sempre. Mas isso só saberemos no fim do dia e, mesmo que seja o pior dia de sempre, é um dia, e foi nosso. Se foi o pior, significa que amanhã só poderá melhorar. Se calhar nem foi o pior, se calhar só não estamos a vê-lo pela prespectiva certa.
O meu dia foi, até agora, normal. Jogamos futebol em EF, estive a chatear o Marcelo e o Luís em Direito, ri-me com a Geni em Psicológia, comi McDonald’s ao almoço, com o focinho da Benny em cima da minha perna, e agora estou a tentar ter vontade de fazer exercícios de História. Até agora, não foi o melhor dia de sempre. Mas teve as suas pequenas coisas óptimas. Como a Geni dizer que a faço feliz, ou como ouvir o Marci a rir-se das minhas parvoíces, ou como conseguir fazer 41 saltos no banco em 30 segundos, ou, e acima de tudo, ouvir o Pi dizer que me admira.
São nessas e em muitas outras pequenas coisas óptimas que me vou lembrar quando quiser sorrir.
E, amanhã, mais pequenas coisas óptimas (já pareço os políticos com as “pequenas e médias empresas”!) virão e razões para me levantar da cama e viver mais um dia. Porque todos os dias contam.
tu és uma das muitas razões que fazem com que valha a pena levantar todas as manhãs e seguir em frente. eu admiro-te profundamente e espero que saibas isso.
ResponderEliminarBeijinho muito grande*
p.s- duvido muito que tenhas conseguido comer um CBO quase todo. estou para ver isso! xD
Ainda gosto de Happy Meals!
ResponderEliminarFora isso, tens toda a razão. Deixamos de dar valor às coisas, progressivamente. Não damos por isso porque não interessa muito.
Concordo com a Zoé até às pontas sinuosas dos meus dedos. Nunca será suficiente dizer que, para mim, tens sempre um lugar no improviso ou no programado e que me fazes seguir em frente.
Grande abraço.