domingo, 3 de janeiro de 2010

A minha guitarra


Apresento-vos o Adriano, a minha guitarra. Quando o Nuno Correia me entregou esta pequena preciosidade vieram-me as lágrimas aos olhos. Naquela altura, nunca pensei que iria ter uma guitarra. Uns meses antes tinha conseguido convencer os meus pais a dar-me uma nos meus anos, mas, entretanto, perdi o meu computador e a prioridade passou a ser ter um novo. A guitarra ficou esquecida, pensei eu.
Porém, o fantástico Nuno não se esqueceu e reuniu mais nove amigos para me conseguir dar o que tanto queria. No dia 26 de Maio de 2009, dia em que completei 17 anos, tive-a pela primeira vez nas mãos.
Nas semanas seguintes, a Maria Gaspar tentou ensinar-me a tocar a "Sorte Grande". Completo desastre. Precisava de aulas, já que, como rapidamente percebi, não tinha talento natural para a música. Secretamente já sabia isso.
Por isso mesmo é que tocar guitarra é tão desafiante para mim. "Quando não se tem talento, treina-se", disse-me o Rui. É o que tenho feito desde Outubro, quando começei a ter aulas uma vez por semana.
Hoje, sentei-me no sofá da sala com a casa em silêncio. Coloquei a guitarra exactamente como se pode ver na fotografia (apesar de não ser de hoje) e começei a tocar. Consegui tocar tudo o que aprendi até agora direitinho. O meu peito encheu-se de orgulho. "Tomá lá! Com treino tudo se consegue!", pensei, vitoriosa.
Adoro a minha guitarra. Adoro tocar, apesar de ter tanta dificuldade no início de cada coisa nova. Adoro que me desafie a cada nota e, acima de tudo, que abra os meus horizontes a um mundo pelo qual me desinteressei por muito tempo: o dos instrumentos musicais.
Não sou uma especialista em guitarra, nem nunca serei. Nunca irei entreter uma pequena multidão ao tocar, pois não me sinto confiante o suficiente. Nunca irei saber tocar algo só de ouvido, como já vi o pai da Mia fazer e ela própria. Não, nunca irei ser assim tão boa. Mas isso não importa. Tal como é positivo sabermos os nossos trunfos, também o é sabermos os nossos limites. Sei os meus e desafio-os constantemente. Que piada teria viver sem isso?
Hoje vi "Super-Homem, O Regresso".

Will I see you around?
I'm always around. Goodnight, Lois

sábado, 2 de janeiro de 2010

New Year's Day

Continua a surpreender-me a importância que as pessoas dão ao Ano Novo. Se pensarmos bem, mudar de ano não muda nada. É algo cíclico que acontece para satisfazer o calendário que inventámos. Na verdade, são outros os momentos que marcam uma mudança na nossa vida.

Pensando em 2010, sei à partida que terei de enfrentar uma grande mudança em Setembro, quando entrar na faculdade. Espero também sentir alguma diferença ao passar de 17 para 18 anos, apesar de saber que não é o B.I. que define isso.


Temos 12 desejos à nossa escolha, certo? Só tenho um para este ano: ser una

Resolução? Fazer uma coisa de cada vez.


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Words are like stones in my heart

Avatar

Fantástico filme, vale mesmo a pena ver. A história tem um enredo cativante, o mundo que vemos desfilar no ecrã é completamente imaginário. Nada tem a ver com nada do que nos rodeia. Deste modo, o filme consegue aquele que foi o primeiro grande propósito do cinema: distrair as pessoas da sua vida e proporcionar-lhes um momento de abstracção.


Outro grande filme que vi recentemente (hoje...) foi o Sherlock Holmes. Relembra constantemente como os detalhes são a chave dos enigmas, além de ter acção, um toque de humor e os incríveis Robert Downey Jr. e Jude Law. Perdi a conta ao número de vezes que o Luís Pedro me ouviu suspirar que o Jude Law era indescritivelmente encantador. Já dia 25 me tinha deliciado a ver "O Amor Não Tira Férias".


Moving on.


Estamos no finzinho de 2009! Ainda pensei fazer hoje uma reflexão sobre o meu ano, mas a minha cabeça deu um nó. Condensa-se numa frase: Parar é morrer.

Vou para Monte Real (Portugal) e só volto dia 2. Levo na mala um tempinho para mim, o "A Era dos Extremos", o reencontro com "Marley e Eu" e o meu querido Ipod Nano, que ainda não tem nome (Nuno, começa já a pensar!). E roupa, claro.

Uma boa passagem de ano para todos. Que jantem bem, com muitos risos e histórias à mistura, seguidos de boa música e uns passinhos de dança. Façam todos aqueles desejos, pensem em todas as coisas que vão mudar em 2010 e, dia 1, acordem para a real e cantem com os U2: Nothing changes on New Year's Day

sábado, 26 de dezembro de 2009

Speak For Me


"Estás muito calada"
"Que queres que diga?"

Estúpida resposta. Lembro-me de a ouvir vezes sem conta e detesta-la. Agora sou eu que a dou.
Realmente, não tenho nada a dizer. Não por achar que o que quero dizer não valha a pena, mas sim por não ter mesmo nada que consiga transmitir.
Não sei que mordaça estou a usar ou quem a pôs. Sei que incomoda.



Speak for me; you'll see the same signs
Do you know how to read between the lines?
(Speak For Me - Cat Power)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

What is this? Nightmare before Christmas


Bom Natal :)

Conversas (não) alheias

Já é relativamente tarde. Voltei há pouco de casa do Tuca e vim tratar da minha quinta. Enquanto a minha boneca agricultora cuida das flores, dei um saltinho ao blog.

Os The Killers cantam, agora, no meu windows media player, It was only a kiss, it was only a kiss, o que me faz lembrar uma conversa que ouvi hoje no metro. Visto estar cheiinho e as raparigas falarem mesmo muito alto não me sinto culpada por ter ouvido (só para terem uma ideia, estava a ouvir música no máximo e ainda as ouvia...). Contava uma ao rapaz que tinham acabado de encontrar no metro:
'E houve uma vez que ela namorava com aquele da equipa x (já não me recordo do nome) e o traíu com o melhor amigo dele *risos*'
' Não, não. Eu acabei com ele antes...!'
'Sim, uma hora antes de ires comer o outro!'
'Pois *risos*'

Ainda tenho aqueles risos presos na cabeça. A displicência é brutal, no real sentido da palavra.

Todavia, os The Killers também cantam I'm coming out of my cage and I've been doing just fine.

That's right :)

A minha irmã chega amanhã!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Perspectivas

Se de noite chorares pelo Sol, não verás as estrelas
(Rabindranath Tagore, escritor)