sábado, 19 de dezembro de 2009

(Leiria, pousada da juventude)

O que mais quero nestas férias é simplesmente isto: estar de barriga para o ar, recuperar baterias.

Entretanto, acontecem coisas vergonhosas como esta.


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Filtração

Dedico um momento a pensar no curioso labirinto que a nossa memória é. (Re)Lembrei hoje como conseguimos filtrar os momentos, deixar para trás pormenores de experiências dolorosas que assaltaram o nosso passado. "Quem me leva os meus fantasmas?", cantava o Marcelo repetidamente esta semana. A tua memória leva um pouco do seu conteúdo, Marci.
(Re)Apercebi-me que filtrei muita coisa terrível, muita coisa que me magoou muito na altura, física e psicologicamente. As dores físicas, então, são fáceis de arrumar a um canto. (Re)Vejo as dificuldades por que passei e espanto-me por concluir que, provavelmente, os meus pais e a Maria se lembram melhor delas do que eu. Apaguei muita coisa.
Por isso é que hoje tremia como varas verdes no bloco operatório, por só ter conservado da minha primeira e única, até ontem, operação simples cheiros e imagens desconectadas. A minha memória dizia que tudo aquilo era novo, apesar de não ser.
Pus-me, assim, a pensar de como a memória é manipulável e desarma as péssimas vivências, mudando-as para más vivências, e nem é preciso passarem muitos anos. Meros meses chegam para ficar tudo um pouco deturpado.
Se calhar é só comigo, que tenho uma memória desgraçada para as mais variadas coisas.



Hoje, Glósóli (Sigur Rós)


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Don't panic

Don't panic, don't panic, don't panic

don't panic, don't panic, don't panic

don't panic, don't panic, don't panic

(Oh, all that I know
There's nothing here to run from,
'Cos yeah, everybody here's got somebody to lean on)


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Cabeça ao vento

Só para perceberem como a minha cabeça anda mesmo no sítio, vejam o que fiz hoje de manhã:


07:30h: Pi entra no quarto depois de se arranjar. Antes de descer para tomar o pequeno-almoço pensa que não se pode mesmo esquecer das coisas de português que estão pousadas ao lado da pasta

07:50h: Desce para a sala, senta-se no sofá com a Benny depois de pousar as coisas que tinha de levar para a escola no chão. Falta o trabalho para a oficina de leitura e o portefólio de português, mas esta não se apercebe.

08:20h: Já no carro da mãe da Kika, a caminho do CLF, apercebe-se que deixou as coisas de português em casa. "Panica", pois precisa mesmo delas para hoje. Ainda liga à mãe, mas esta não atende

08:30h: Entra no 600 para voltar a casa. Entretanto, perde a aula de Direito.

08:50h: Chega à paragem perto de sua casa. Corre feita doida rua abaixo, mete o pé direito numa poça. Além de acontecer metaforicamente meter o pé na poça, ainda têm de concretizar fisicamente.

09:00h: Sai de casa e apanha boleia com o vizinho Toni, que a deixa na paragem de autocarro, outra vez. Lembra-se que não trouxe dinheiro e tem de pedir emprestado.

09:40h: Chega exausta ao CLF. Vai para a sua sala aquecer os pés.

10:00h: Explica à professora Clara o que se passou. Esta não levanta problemas, nem a mãe, quando lhe liga para saber o que se tinha passado.


Durante o resto do dia ainda me fui esquecendo de coisas pelo caminho e tive de voltar atrás a buscá-las. Eu não sei onde anda a minha cabeça, mas gostava de a ter de volta. Ás vezes dá jeito.
Se calhar é mesmo como os Pearl Jam dizem: Don't you think you oughta rest? Don't you think you oughta lay your head down? Don't you think you want to sleep?

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

As fotografias

As fotografias que costumamos postar em que aparecemos representados costumam ser as que consideramos que ficámos bem, as que nos relembram bons momentos ou aquelas nas quais estamos com pessoas de quem gostamos.
Hoje, para variar, ponho uma fotografia na qual não considero estar bonita e muito menos alegre, além de estar sozinha. Considero-me real, sem sunday clothes.
Hoje, para não variar, precisava de um abanão.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Give me truth

Rather than love, than money, than faith, than fame, than fairness, give me truth

Into The Wild
A verdade esmaga-te. Entra em ti calcando tudo o que preciosamente guardaste: amor, dinheiro, esperança, fé, fama, justiça... O amor nem sempre vem na quantidade que queremos. O dinheiro nunca chega. A esperança cria ilusões maldosamente destruídas pela realidade. A fé às vezes falha. A fama dá-te o superficial. A justiça parece já quase um mito.
Give me truth, give me truth. Pois, mas a verdade é, também ela, tramada.
Está demasiado frio. Dá-me um pouco mais desse calor e deixemos a verdade para outro dia.

sábado, 12 de dezembro de 2009

End Of The Road

Passei só aqui para dizer que hoje o FCE correu relativamente bem e seguiu-se de uma tarde muito agradável.
Conseguimos parar um pouco o tempo, mesmo que ilusoriamente, e observar a agitação constante das compras de Natal e do frenezim próprio do ser humano. Eu gosto muito de ti, Pedro.

O post é breve pois estou a morrer para ir ver o Into The Wild, prenda de Natal antecipada do Pedro. Foi um filme que vi já há algum tempo (um ano?) numa daquelas noites em casa da Maria, em que ela adormeceu a meio e eu continuei a ver, completamente colada ao ecrã.
Antes mesmo de ver o filme, já tinha a banda sonora. Fica aqui uma das minhas favoritas:




Está carregada de Caminho. Lembro-me da relembrar e partilhar enquanto nos dirigiamos ao difícil Monte do Gozo. Que saudades desses momentos.